Mercado do boi gordo opera sem tendência; Suíno vivo segue em alta

Publicado em 08/12/2016 07:06
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Boi Gordo: Com mercado sem tendência a referência em SP está R$ 150,00/@

Por Scot Consultoria

Mercado do boi gordo sem tendência definida. 

No balanço geral, das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve alta em duas praças e queda em seis.

No geral, a oferta de boiadas ainda está curta. Contudo, o cenário também é de lento escoamento da carne, situação atípica para esta época do ano.

Os frigoríficos conseguem manter as escalas e os preços da arroba não apresentam grandes alterações, nem para mais, nem para menos. 

Em São Paulo, mercado estável. A arroba está cotada em R$ 150,00/@, à vista. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a referência está estável. 

Diante da crescente proximidade do fim de ano, o curto prazo será decisivo para a validação do cenário de preços da carne bovina.

Suíno Vivo: Acompanhando demais praças, Mato Grosso fecha referência com alta nesta 4ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de suíno vivo voltou a fechar em alta nesta quarta-feira (07). Seguindo a tendência das demais praças de comercialização, em Mato Grosso a referência de negócios passou de R$ 3,32 pelo quilo do vivo para R$ 3,43 por quilo. Nesta semana, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também fecharam os preços em alta.

Na praça paulista, a referência ficou definida entre R$ 85,00 a R$ 87,00/@ – o mesmo que R$ 4,59 a R$ 4,69 pelo quilo do vivo. Segundo o presidente da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), Valdomiro Ferreira, a redução da oferta e o aumento da procura por animais por parte de frigoríficos e também nos pontos de vendas, como estratégia para as festas de final de ano, trouxeram melhora às cotações.

Além disto, o presidente explica que nos próximos dias novos reajustes positivos podem acontecer na região. "Mercado tem procedimentos de sustentabilidade, dá diagnostico e certeza de novos realinhamentos de preços. A tendência é de alta", aponta Ferreira.

O cenário é observado em outras regiões também. O presidente da ACCS (Associação Catarinense dos Criadores de Suínos ), Losivânio de Lorenzi, coloca que além da melhora na comercialização, os preços do milho também retrocederam e trouxeram alguma melhora aos suinocultores. Apesar disso, o cenário é de atenção diante das dificuldades enfrentadas pelo setor no ano.

“Os produtores estão conseguindo comprar a saca de milho nas regiões Oeste e Meio-Oeste entre R$ 41 e R$ 42 posto na propriedade. A tonelada da soja está sendo comercializada a R$ 1.090,00. Esses fatores mostram a diminuição dos custos de produção. Contudo, o preço do quilo do suíno no mercado integrado ainda esta entre R$ 2,90 e R$ 3. No mercado independente tivemos uma ligeira melhora de R$ 0,10”, explica o presidente catarinense.

Frango Vivo: Preços voltam a fechar estáveis nesta 4ª feira

Por Sandy Quintans

Mais um dia de preços estáveis foi registrado para o frango vivo nesta quarta-feira (07). O mercado trabalha com cotações estagnadas há semanas e quase não há reações registradas nas principais praças de comercialização. Com isso, São Paulo mantém referência em R$ 3,10 pelo quilo do vivo e Minas Gerais a R$ 3,30/kg.

Apesar disto, o setor aposta que as festas de final de ano possam trazer alguma melhora de preços nas próximas semanas. Segundo explica o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, as dificuldades financeiras podem aumentar demanda para a carne de frango em decorrência de outras aves consumidas no período.

“Os preços das aves natalinas está muito elevado, o que pode comprometer o consumo pelas classes C e D. A carne de frango, logo, pode preencher esse espaço, contribuindo para uma demanda firme e, por consequência, para uma melhora dos preços”, analisa Iglesias.

Além disso, há uma preocupação por parte dos avicultores na redução da oferta de animais, visto que há semanas não há evolução de preços. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) explica que houve queda o histórico de alojamento registrou queda na produção. Em setembro foram alojadas 497,4 milhões de cabeças de pintainhos, com queda de 8,8% na comparação com agosto. 

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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