Boi gordo e frango vivo enfrentam pressão baixista neste final de ano; Suíno segue positivo

Publicado em 16/12/2016 07:07
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Mercado lento, mas pressão baixista limitada

Por Scot Consultoria

Sem alterações significativas no mercado do boi.

Ao que tudo indica, o cenário para as duas semanas restantes do ano está bem definido e não deveremos ter grandes surpresas.

O pouco apetite pelas compras por parte dos frigoríficos resulta em um mercado em ritmo lento.

Existem algumas indústrias com programações mais apertadas, mas não representam o quadro típico neste momento.

Mesmo diante de um mercado com demanda calma, a pressão baixista não é intensa.

No mercado atacadista de carne bovina com osso, preços estáveis.

A margem dos frigoríficos está em patamares bem melhores que os verificados no decorrer do primeiro semestre.

Suíno Vivo: Mercado registra nova alta em MT, além de valorização nas integrações de SC nesta 5ª feira

Por Sandy Quintans

Nesta quinta-feira (15), uma nova alta foi registrada para o suíno vivo, dando seguimento ao movimento de recuperação do mercado. Em Mato Grosso, as cotações subiram R$ 0,17 na semana, levando a referência da praça para R$ 3,60 pelo quilo do vivo. Além do estado, valorizações foram registradas nos últimos dias em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

O presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivânio de Lorenzi, explica que além da recuperação no mercado independente, suinocultores integrados também receberam reajuste. A Cooperativa Central Aurora do estado registrou duas altas na semana, levando a referência em R$ 3,20/kg.

“A gente fica surpreso que na mesma semana há um reajuste de R$ 0,20 no preço pago ao produtor. Isso é muito bom, mas essa melhora poderia ter ocorrido um pouco antes para que o produtor pudesse sair do vermelho”, explica Lorenzi. Com isso, as expectativas para o início do ano são melhores ao setor, que enfrenta dificuldades há meses com a demanda por carnes retraída.

"Com esses reajustes de fim de ano, acreditamos que os preços permanecerão estáveis em janeiro, sem quedas na remuneração, pois é o período de renovação de estoques. Com os custos de produção em queda, os produtores devem se reestabelecer na atividade”, prevê o presidente da ACCS.

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a recuperação continuou esta semana, não só nas granjas, mas também no atacado. “Segundo pesquisadores, os aumentos nos preços do vivo têm refletido a baixa oferta de animais bem como os reajustes da carne”, aponta o boletim.

O cenário é comprovado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que aponta que o abate de suínos atingiu o maior número desde o início da série histórica, em 1997. No terceiro trimestre do ano foram abatidos 10,57 milhões de cabeças, com alta de 1,38% no período anterior e valorização de 3,8% na comparação com 2015. São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso foram as regiões com maior participação. 

Frango Vivo: Cotações cedem no Paraná, enquanto que Santa Catarina registra alta nesta 5ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de frango vivo registrou movimentação de preços em algumas das praças de comercialização nesta quinta-feira (15). Em Santa Catarina, a média estadual registrou alta de 0,44% e passar a ser realizados negócios a R$ 2,41 pelo quilo do vivo. Já no Paraná, o cenário foi de recuo, em que a cotação é de R$ 3,01/kg, após cair 0,66%.

Nesta semana, em São Paulo também houve recuo de preços, apesar do período de demanda aquecida no mercado e da expectativa positiva com as festividades de final de ano. Com isso, a referência passou a ser R$ 3,00 pelo quilo do vivo no estado. Em Minas Gerais, os negócios estão ocorrendo a R$ 3,30/kg, há mais de três meses.

A Scot Consultoria aponta que houve uma melhora na competitividade da carne de frango frente à bovina, diante da valorização da ave no atacado. Enquanto a bovina caiu 2,5% desde o início do ano, o frango subiu 15,7% no mesmo período. “Atualmente, é possível comprar 2,3 quilos de frango com o preço de um quilo de carne bovina no atacado”, aponta o boletim da Consultoria.

Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados de abates de frango referentes ao terceiro trimestre de 2016. No período, foram abatidas 1,47 bilhão de cabeças de frangos, registrando desempenho menor do que o ano passado e o trimestre anterior.

Em comparação ao segundo trimestre, os abates diminuíram 1,5%, enquanto que no mesmo período de 2015 a queda é de 2,1%. Os estados que mais tiveram participação foram Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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