Indústrias evitam alongar escalas e pressionam cotações das carnes

Publicado em 18/01/2017 07:13
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Boi Gordo: Escalas menores, mas frigoríficos seguem cautelosos nos negócios

Por Hyberville Neto, médico veterinário, da Scot Consultoria

O mercado do boi gordo continua em ritmo lento. Ocorrem ajustes nas referências, mas sem uma tendência clara de movimentação para as cotações. 

Em São Paulo, as escalas têm encurtado. A oferta de boiadas está curta e a demanda por carne bovina lenta não gera necessidade de pagar mais pela arroba para estimular as negociações. Os frigoríficos seguem negociando com cautela. 

Com isto, as programações cederam. Há frigoríficos comprando ainda para esta semana. 

Em Goiânia-GO, ocorreram quedas. Tem sido observada uma oferta um pouco maior de fêmeas na região. 

No mercado atacadista de carne com osso, não houve alterações e a expectativa é de demanda fraca nos próximos dias, devido ao período da segunda quinzena do mês.

Suíno vivo: Baixa demanda segue pressionado as cotações

Por Larissa Albuquerque

Ao longo de todo o mês de janeiro o mercado de suínos vem registrando consecutivas baixas. Nesta terça (17) foi à vez de Minas Gerais e São Paulo relatarem recuo na referência dos negócios.

De acordo com a bolsa de suínos de Minas Gerais, o quilo do animal vivo desvalorizou R$ 0,10 em relação ao último fechamento, sendo cotado a R$ 4,30/kg nesta semana.

Em São Paulo, o levantamento de preço da Scot Consultoria apontou queda de 5%, sendo a arroba negociada entre R$ 73 a R$ 76 no estado.

"As vendas no mercado interno continuam fracas. Os compradores mantêm cautela em suas aquisições, a fim de controlar os estoques, visto que a demanda pelo consumidor final está retraída", ressalta Consultoria.

Não só essas praças, mas outros estados também relataram desvalorizações nesta semana. Em Santa Catarina, por exemplo, a queda foi de R$ 0,10/kg, e apesar do movimento de pressão já ser esperado pelo setor, o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, lembra que “há sempre uma tradição de preços menores no mês de janeiro, mas exista uma preocupação porque precisamos cobrir os custos de produção”.

Segundo a Scot, nos próximos dias a postura das indústrias será de cautela, para causar excedente de oferta no mercado doméstico, que não responde bem neste início de ano.

Frango vivo: Mercado entra na segunda quinzena do mês com novas baixas

Por Larissa Albuquerque

As cotações do frango vivo enfrentam período de pressão neste início de ano. O mercado entra agora na segunda quinzena do mês e a tendência é de agravamento no potencial da demanda.

Em São Paulo e Minas Gerais as baixas registradas nesta terça (17) recuaram o preço à R$ 2,65/kg em ambas as praças. Até o momento, as perdas no mercado paulistas desde o final de 2016 já superam os 11,5%, enquanto as de Minas Gerais já estão próximas de 13%.

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse movimento de pressão deve se estender ao longo do primeiro bimestre do ano, onde tipicamente o consumo de proteínas animais é menor.

Por outro lado o desempenho das exportações e o estreitamento entre os preços das carnes poderá amenizar a pressão sobre o mercado.

De acordo com levantamento da Scot Consultoria atualmente a relação de troca entre o boi casado de animais castrados e a carcaça de frango está em 2,58. Ou seja, com o preço de um quilo da proteína bovina é possível adquirir 2,58 quilos de carcaça de frango no atacado.

"Este fato vem ocorrendo desde outubro de 2016, resultado da queda de 17,5% no preço da carcaça de frango e alta de 2,6% no preço do boi casado no período (out/16 a jan/17)", destaca a Consultoria.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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