Segunda quinzena do mês intensifica pressão nos preços das carnes

Publicado em 19/01/2017 07:16
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Boi gordo: Sem venda de carne não há porque alongar as escalas

Por Scot Consultoria

As tentativas de compra abaixo da referência começaram a ganhar força.

A “briga” entre oferta curta e demanda ruim continua, mas aos poucos o escoamento lento assume a “direção” do mercado e faz alguns compradores testarem o mercado com preços menores em algumas praças.

É certo que as escalas das indústrias que abriram o mercado de hoje pressionando as cotações não evoluíram. Mas também, em contrapartida, por parte dos compradores, não há muito interesse que isso ocorra. Com a situação das vendas, tem sido mais adequeado trabalhar “mais enxuto”, evitando alongar estoque.

E, ainda assim, a estabilidade de mais de duas semanas do mercado de carne bovina indica que, mesmo com disponibilidaide restrita do produto, as vendas não são suficientes para impor alguma valorização no atacado. As indústrias resistem em reduzir os preços para preservar suas margens.

Mas, é bom lembrar que o viés de baixa do mercado do boi gordo não é realidade para todo país. O fundamento oferta ainda tem vencido algumas “disputas” nas praças onde os preços não mudaram, obrigando os compradores a ofertar preços acima da referência ou, pelo menos, “pagar a referência”para conseguir comprar matéria-prima.

Suíno vivo: Mercado estável nesta 4ª feira

Por Larissa Albuquerque

Após diversas baixas registradas ao longo da semana, as cotações do suíno vivo no mercado independente fecharam sem modificações nesta quarta-feira (18).

A pesquisa semanal de preço no Rio Grande do Sul relatou queda de R$ 0,10 na referência para comercialização do animal vivo no estado. Com o novo recuo o preço ficou em R$ 3,90/kg.

Também em Santa Catarina, analise divulgada pela ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), informou desvalorização em relação à semana passada. Assim, a bolsa opera em R$ 3,70/kg, variação de -2,63%.

Para a Scot Consultoria, nos próximos dias a postura das indústrias será de cautela, para causar excedente de oferta no mercado doméstico, que não responde bem neste início de ano.

“Os frigoríficos relataram que as ofertas disponíveis em estoque no momento têm conseguido atender bem as necessidades do mercado”, afirma analista da Safras & Mercado, Allan Maia.

Frango vivo: Minas Gerais registra terceira baixa na semana

Por Larissa Albuquerque

Nesta quarta-feira (18) o preço do frango vivo no mercado paulista registrou nova baixa. A referência perdeu R$ 0,05 (-1,89%), sendo cotado a R$ 2,60 o quilo do animal vivo no estado.

Em Minas Gerais a baixa na terça recuou o preço para R$ 2,65/kg. Até o momento, as perdas no mercado paulistas desde o final de 2016 já superam os 11,5%, enquanto as de Minas Gerais já estão próximas de 13%.

Além do mais, o preço máximo recebido pelo produtor, até o momento, encontra-se de 7% e 9% abaixo do registrado há um ano.

Embora o movimento baixista já seja esperado em janeiro, vale ressalta que o setor ainda acumula prejuízos da crise dos insumos no ano passado.

Para o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, esse movimento de pressão deve se estender ao longo do primeiro bimestre do ano, onde tipicamente o consumo de proteínas animais é menor.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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