Expectativa de melhora no mercado de suínos nesta semana; Boi e frango seguem pressionados

Publicado em 23/01/2017 07:09 e atualizado em 23/01/2017 08:18
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Suíno vivo: Aumenta a procura por animais nesta semana

Por Larissa Albuquerque

Refletindo o baixo desempenho das vendas de carne suína no atacado e varejo - cenário que já era esperado para o período - as cotações do suíno vivo encerraram mais uma semana de baixa.

Porém, ao longo dos últimos dias alguns estados tem relato uma melhora na procura por animais no mercado independente. O presidente da ACCS (Associação dos Criadores de Suínos de Santa Catarina), Losivanio Luiz de Lorenzi, relata que no estado compradores ofereceram até R$ 3 acima da referência no pagamento para 10 dias.

A melhora no cenário, segundo o presidente, é motiva por três frentes: estabilização da demanda após período de férias, exportação em ritmo acelerado e oferta ajustada.

Do lado da oferta houve um aumento no peso dos animais nos últimos dias. "O produtor deixa de entregar aquele volume todo de animal para colocar mais peso, reduzindo a disponibilidade de animais no mercado", explica Lorenzi.

Também em São Paulo, a APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) relatou sinais de mudanças no mercado de suíno vivo. "As informações que chegam nessa sexta-feira (20), apontam na redução da oferta de animais vivos, inclusive sinalizando peso dos animais abaixo da média. No SUL do país, as agroindústrias estão iniciando o preparo de cortes para exportação, impactando diretamente na oferta de vivos para a região Sudeste", acrescenta a população.

Preços

Nesta semana a realidade ainda foi de queda nas cotações. O levantamento semanal de preço realizado pelo economista do Noticias Agrícolas, André Lopes, apontou recuo em cinco praças. A maior desvalorização ocorreu em Santa Catarina com perda de 2,63%, sendo cotado a R$ 3,70/kg.

Custos

Outro fator positivo para a cadeia é o recuo nos custos de produção.  Segundo Cepea, apesar das quedas nas cotações da carne e do animal, as baixas acumuladas nos valores do milho e do farelo de soja têm sido mais acentuadas, aumentando o poder de compra de suinocultores frente a esses insumos neste início de ano.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Lorenzi afirma que no ano passado a saca de milho ficou na média de R$ 57, e agora os produtores conseguem adquirir o cereal a R$ 36/saca.

"Além do que, o farelo de soja - componente bastante usado na ração - está abaixo de R$ 1.100/t em algumas regiões do estado", diz Lorenzi.

Segundo o presidente, atualmente o custos de produção gira em torno de R$ 3,75 por quilo. Ainda apertado, mas já indicando melhora.

Boi Gordo: Tentativas de compra abaixo da referência são cada vez mais comuns

Por Scot Consultoria

As tentativas de compra abaixo da referência são cada vez mais comuns no mercado do boi gordo.

Das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, ocorreram quedas em sete para o boi gordo.

Apesar da baixa oferta de animais terminados, o lento escoamento da carne bovina colabora para este cenário.

Em São Paulo, a arroba do macho terminado está cotada em R$149,00, à vista, para as duas praças pesquisadas. Entretanto, existem tentativas de compra até R$4,00/@ abaixo da referência, mas poucos são os negócios efetivados nesses patamares de preços.

No estado, a escala de abate atende em torno de cinco dias, mas é importante ressaltar que há considerável ociosidade.

No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em 9,41/kg, queda de 2,1% em uma semana.

Frango vivo: Semana de queda na maior parte das praças comercialização

Por Larissa Albuquerque

As cotações do frango vivo encerram mais uma semana de baixa neste inicio de ano. Tipicamente o mês de janeiro é marcado pelo fraco desempenho das vendas internas em função dos gastos extras no final do ano anterior e da intensa carga tributária.

Em 2017, porém, esse cenário é agravado pelo desempenho econômico ruim que atravessa o país. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a demanda interna enfraquecida tem pressionado as cotações desde o mês passado.

O levantamento semanal de preço realizado pelo economista do Noticias Agrícolas, André Lopes, apontou queda em cinco praças nesta semana. A maior desvalorização ocorreu no Paraná (-7,84%) onde o quilo do animal vivo saiu de R$ 2,55 para R$ 2,35 no período.  Em São Paulo a perda foi de R$ 0,20 com o frango vivo cotado a R$ 2,50/kg.

No atacado o cenário também é de queda. "Em Chapecó (SC), o preço do frango inteiro congelado caiu 3% em sete dias, cotado a R$ 4,16/kg nesta semana. Para o resfriado no atacado da Grande São Paulo, o recuo foi de 0,7% no mesmo período, a R$ 3,78/kg", destaca o boletim semanal do Cepea.

Também segundo colaboradores do Centro, os estoques estão elevados, visto que o escoamento da produção no final do ano foi limitado, favorecendo a pressão sobre as cotações.

Exportações

As exportações começaram o ano com movimentação dentro da expectativa. Segundo Iglesias os embarques podem atingir 328 mil toneladas em janeiro, volume superior as 311 mil toneladas alcançadas em janeiro de 2016.

Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na segunda-feira, apontam que até a segunda semana do mês, as exportações chegaram a 129,1 mil toneladas, com média diária de 12,9 mil toneladas.

Com esse volume diário, os embarques registram piora de 13,1% aos dados de dezembro, enquanto que em relação ao mesmo período de 2016, queda de 9,8%. Em receita, a soma chega a US$ 205 milhões, sendo o valor por tonelada em US$ 1.589,6.

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Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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