Demanda lenta pressiona cotações do boi gordo e frango vivo

Publicado em 25/01/2017 07:17
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Boi Gordo: Cenário de demanda lenta por boiadas

Por Scot Consultoria

Poucas alterações na referência para o boi gordo. Destaque para Goiás, onde houve queda nas duas regiões pesquisadas.

Em São Paulo, alta no preço a prazo. No estado, há ofertas de compra para pagamento em trinta dias de até R$ 153,00/@, o que revela significativa amplitude de preços.

Contudo, o cenário predominante é de cotações ao redor da referência à vista. As escalas de abate atendem, em média, entre quatro e cinco dias.

Algumas indústrias estão fora das compras, como reflexo do desestímulo ao prolongamento das programações. 

A dificuldade de escomento da carne e a tendência de pressão baixista para a arroba explicam o cenário de demanda lenta por matéria-prima.

No mercado atacadista de carne bovina os preços estão estáveis, com a carcaça bovina cotada em R$ 9,41/kg para bovinos castrados.

Suíno vivo: Aquecimento da demanda melhora cotações

Por Larissa Albuquerque

O mercado de suínos exibe uma ligeira recuperação nas cotações nesta semana. Após registrar melhora na procura por animais no mercado independente, diversas praças elevaram a referência dos negócios.

Em São Paulo, a bolsa de comercialização de suínos fechou R$ 4,32/kg, alta de 3,85% em relação ao fechamento da semana anterior.

Também no Paraná, a APS (Associação Paranaense de Suinocultores) informou valorização de R$ 0,10 no quilo do animal vivo, terminando cotado a R$ 4/kg.

Já em Minas Gerais, o Mercominas sugeriu a comercialização do quilo do suíno vivo em R$ 4,30. Referencia estável em relação à semana passada.

Na segunda (23), outras praças também relataram avanços nos preços de comercialização. A pesquisa semanal da cotação do suíno, milho e farelo de soja no Rio Grande do Sul, apontou aumento de R$ 0,07 no preço pago pelo quilo do suíno vivo ao produtor independente, ficando em R$ 3,97.

Segundo informações da ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul), o valor da saca de 60 quilos do milho baixou para R$ 29,00 (anterior R$ 32,00) e o farelo de soja subiu para R$ 1.130,00 no pagamento à vista (anterior R$ 1.100,00) e para R$ 1.150,00 no pagamento com 30 dias de prazo (anterior R$ 1.120,00).

Do mesmo modo, em Santa Catarina, a ACCS (Associação Catarinense dos Criadores de Suínos) destacou a queda nos preços dos insumos como a 'grande novidade da semana'. “A saca do milho teve uma queda de quase R$ 3 em uma semana. Com um custo menor, o produtor pode deixar os suínos no peso normal de abate, atendendo as exigências do mercado. Essa diminuição de custos traz um ânimo para o setor que já quase não acreditavam na atividade”, diz o presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi.

Frango vivo: Sem avanço da demanda mercado fecha estável nesta 3ª feira

Por Larissa Albuquerque

As cotações do frango vivo encerraram a terça-feira (24) sem modificação na referência para os negócios. Em Minas Gerais o mercado segue estável em R$ 2,65/kg desde a semana passada.

No sábado (21) o mercado paulista registrou queda de R$ 0,05, sendo cotado a R$ 2,50/kg. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a ave apresenta queda de 7,4% nos últimos sete dias.

A dificuldade no escoamento na ponta final da cadeia vem se prolongando, com isso, as ofertas se tornaram excessivas, refletindo nas cotações. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, não há perspectivas de alterações deste quadro no curto prazo, uma vez que a exportação de carne de frango segue aquém dos volumes necessários para trazer um maior equilíbrio de oferta.

Exportações

Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, na segunda (23), mostram que até a terceira semana de janeiro (cinco dias úteis) os embarques de carne de frango 'in natura' apresentaram queda na comparação com o mês e ano anterior.

No acumulado do período foram embarcado 200 mil toneladas, sendo a média diária de 13,4 mil/t. Esse resultado representa um recuo de 10% na comparação com dezembro/16 e 6,6% na relação com o igual período de ano passado.

Em receita o saldo parcial é de US$ 319,4 milhões, com valor médio da tonelada cotado em US$ 1.591,9.

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Fonte: Notícias Agrícolas

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