JBS retoma na segunda-feira operações em seis unidades de abate de bovinos no Brasil

Publicado em 20/04/2017 09:19 e atualizado em 22/04/2017 06:31
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SÃO PAULO (Reuters) - A JBS, maior processadora de carne bovina do mundo, retomará a partir de segunda-feira as operações em seis das dez unidades de abate de bovinos no Brasil que estão em férias coletivas, informou a companhia de alimentos em nota.

"As outras quatro plantas voltarão a operar em 2 de maio em função de reformas, ajustes operacionais e modernização de equipamentos", disse a empresa.

A JBS deu férias coletivas aos funcionários de dez de suas 36 unidades de abate bovinos no Brasil desde o dia 3 de abril, a fim de ajustar a capacidade da empresa às restrições impostas ao setor, impactado pela operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Na ocasião, a companhia disse que período de férias seria de 20 dias, com possibilidade de ser prorrogados por mais dez se necessário.

As unidades que voltam a operar normalmente no próximo dia 24 são Nova Andradina (MS), Senador Canedo (GO), Alta Floresta (MT), Juína (MT), Pedra Preta (MT) e Tucumã (PA). Em 2 de maio, de acordo com a empresa, voltam a operar normalmente Lins (SP), Anastácio (MS), Naviraí (MS) e Diamantino (MT).

Minerva e Marfrig retomam operações em unidades de abate

Também o frigorífico Minerva irá retomar as atividades na sua unidade de abate de bovinos em Várzea Grande (MT) na próxima segunda-feira (24), mesmo dia em que a JBS volta a operar normalmente em seis unidades que estavam paradas por férias coletivas, confirmaram as assessorias de imprensa das companhias. 

Os funcionários da unidade de Várzea Grande da Minerva estavam em férias coletivas de 20 dias, desde o início de abril, para que a planta pudesse passar por manutenção.

A redução de atividades pela Minerva ocorreu por volta da mesma época em que dez unidades da JBS também entraram em férias coletivas como consequência da queda na demanda por carnes após divulgação da Operação Carne Fraca. A investigação da Polícia Federal anunciada em 17 de março provocou embargos temporários de países compradores de carnes do Brasil.

Leia a notícia na íntegra no site CarneTec.

Scot Consultoria: Dificuldade na compra faz frigoríficos puxarem preços da arroba para cima

Alex Santos Lopes da Silva
zootecnista
Scot Consultoria

Mercado termina a semana como começou, com especulação significativamente menor do que nos primeiros quinze dias do mês e compradores mais alinhados em termos de ofertas de compra. A amplitude de ofertas na maioria das praças, dificilmente ultrapassa os R$ 2,00/@.

A disponibilidade de carne no mercado diminuiu. Férias coletivas, feriados e uma dose de pecuaristas ainda resistentes em aceitar os preços atuais enxugaram os estoques dos frigoríficos e isso fez os compradores “acelerarem” a compra de matéria-prima.

Em algumas regiões, os frigoríficos de grande porte é que puxam para cima os preços da arroba, sinal de que não há facilidade na compra.

Mesmo a queda de hoje nos preços no atacado com osso não foi suficiente para impor um novo cenário ao mercado do boi gordo. Mas é bom o pecuarista se manter atento a isto na próxima semana. Se a demanda voltar a desandar, este ímpeto para os negócios com o boi gordo pode ser afetado.

A margem do equivalente Scot Carcaça saiu de 27,6% para os atuais 24,04%, mas ainda assim está mais próximo da desossa do que se vê normalmente. A diferença histórica é de cinco pontos percentuais.

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Fonte: Reuters + Scot + CarneTec

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