Com cota chinesa praticamente esgotada, analista alerta: desinformação pode causar prejuízos ao pecuarista
As informações de que a cota chinesa para a carne bovina do Brasil foi 80% preenchida nesta semana, que está virtualmente esgotada e de que o mercado brasileiros está prestes a receber os avisos de 90% e 100% de preenchimento gerou, além normal e já aguardado pelo setor, desinformação e distorção de dados nas redes sociais. Quem faz o alerta é o analista de mercado Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.
"A tarifação da carne bovina de 55% extra cota não é novidade. Temos debatido este tema até de maneira exaustiva desde a virada do ano, quando foi anunciada a medida", diz. Ainda assim, ele relata uma necessidade do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) de vir a público para desmentir algumas informações que circulavam nas redes.
"O produto que está em trânsito deve preencher estes 20% de cota. A cota brasileira está virtualmente esgostada. Restam ali os 90% e 100% da cota preenchida. Julho, agosto e setembro são meses em que, muito provavelmente, nós teremos um fluxo de exportação mais lento aqui no Brasil justamente por conta deste esgotamento precoce da cota brasileira. Mas, essa questão toda não é uma novidade. O mercado convive com ela desde a virada de ano, muita volatilidade, muita instabilidade, e é muito bom esclarecer todos estes pontos", detalha Iglesias.
O analista ainda faz um alerta sobre o impacto de fake news como estas não só no andamento do mercado, mas nas estratégias mais adequadas para serem adotadas pelos pecuaristas. "Esse tipo de informação pode induzir ao erro, a levar a escolhas equivocadas no mercado e isso é muito sério. Isso aumentar o risco desse tipo de erro te levar a tomar decisões equivocadas e chegar ao prejuízo", orienta o especialista.