Mesmo com preço elevado, carne tem demanda

Publicado em 16/09/2010 07:26
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Demanda crescente por carne bovina em um momento de oferta reduzida de boi gordo para abate está dando um novo patamar aos preços do produto.
"Já se paga US$ 53 por arroba de boi e o mercado continua aceitando esses preços", diz Juan Lebrón, diretor-executivo da Assocon (Associação Nacional dos Confinadores).
A arroba de boi, que vem com tendência de alta há várias semanas, atingiu R$ 92 ontem no mercado paulista.
Do lado da demanda, Lebrón disse que há uma contínua incorporação de novos consumidores no setor, devido ao aumento de renda.
Do lado da oferta, o país vem de um período de abate de matrizes que gerou forte redução na oferta de bezerros para confinamento ou engorda em pastos.
A conjugação desses dois fatores provoca "uma mudança no preço-limite da carne", segundo o diretor-executivo da associação.
A situação é tão confusa que "está difícil até para determinar a quantidade de gado confinado no país", diz o diretor-executivo da Assocon, entidade que realiza a Interconf, em Goiânia -evento para discutir os desafios do setor.
A situação está complicada, mas pode ficar mais ainda, na avaliação de Lebrón. De dezembro a fevereiro vai escassear ainda mais a oferta de bois, tanto os confinados como os procedentes de pastos.
Um dos grandes problemas da pecuária é obter um equilíbrio no setor, o que permitiria um investimento no rebanho. O cenário atual de oferta menor e de preços elevados poderia incentivar esses investimentos, mas o pecuarista está preocupado com a solidez das indústrias, diz ele.
Houve uma grande concentração de frigoríficos no setor, mas agora é hora de uma gestão mais clara dessas empresas. Sem segurança, o pecuarista não se sente seguro para investir.

Mãos no bolso Os usuários de milho devem torcer para que as condições de safra e de oferta continuem normais. Em um cenário de escassez, os preços poderiam alcançar níveis próximos aos da paridade de importação, mostra a consultoria Céleres.

Quanto vale Tomando como referência os valores de sexta em Chicago, BM&FBovespa, prêmios de exportação em Paranaguá e em Buenos Aires, em março de 2011, o cereal teria preço mínimo de R$ 20,80 por saca no norte do Paraná e de R$ 32,40 no oeste de Santa Catarina.

O oposto Já no cenário oposto, a paridade de exportação definiria o piso para as cotações do milho ao longo de 2011, segundo a Céleres.

Feijão A reduzida oferta de feijão continua acelerando os preços no campo. Pesquisa da Folha registrou valores de até R$ 170 por saca ontem. Já no mercado atacadista de São Paulo, o Instituto de Economia Agrícola registrou R$ 192 por saca.

Bateu nos R$ 2 O frango foi negociado a R$ 2 por quilo da ave viva nas granjas de São Paulo.

Número cem Com a união da UBA e da Abef, que se transformaram na Ubabef, a entidade cresceu 20% nos último quatro meses, atingindo cem associados -de agroindústria, indústrias de insumos a associações estaduais e setoriais.

Cotia A Justiça de Mogi das Cruzes disponibilizou R$ 200 milhões para o pagamento de ex-trabalhadores da Cooperativa Agrícola de Cotia. Os credores podem verificar os valores a que têm direito no site http://cacccl. sites.uol.com.br.

MILHO
+2,20%
Ontem, no mercado interno

ALGODÃO
-1,04%
Ontem, no mercado interno

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Fonte: F

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