Carne mais magra graças a corrida genética

Publicado em 21/09/2010 08:44
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Reprodutores suínos requisitados como o Agroceres 415 e o LM 6200 DanBred ganharam um concorrente de peso: o Talent, lançado pela TopPigs, empresa de origem holandesa há 60 anos no mercado de genética e inseminação artificial de suínos. O geneticista André Ribeiro da Costa afirma que o Talent associa alto rendimento e carne magra.

Se depender de propaganda, o Talent deve avançar rápido. A empresa fechou contrato publicitário com o nadador César Cielo, campeão olímpico e atual recordista dos 50 e 100 metros livres. As primeiras peças foram exibidas na PorkExpo, na última semana, em Curitiba.

A corrida genética tem melhorado a conversão alimentar e reduzido a concentração de gordura na carne suína, afirma Costa. Ele conta que o Talent pode aumentar um quilo ao consumir apenas 2 quilos de ração (recebendo suplementos que favorecem o aproveitamento). O ganho de peso diário é de 940 gramas até os 100 kg, peso bom para o corte. O Talent fica pronto com toucinho de 12,6 milímetros de espessura. A média brasileira é de 14 milímetros, compara o geneticista.

A busca por carne mais magra é uma forma de ampliar o consumo interno. O setor tenta conquistar os consumidores que rejeitam alimentos gordurosos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 50% dos homens e 48% das mulheres apresentam sobrepeso no país.

Segundo Costa, chegou-se ao ponto de a carne suína ficar magra demais. A carne suína tem gordura concentrada nas bordas. O consumidor consegue separar essa gordura. Em alguns casos, quando toda a gordura é retirada, fica até muito seca, avalia.

A melhor conversão de ração em carne acelera o ciclo de criação para 90 dias e favorece a produção de carne magra. Para produzir 1 kg de gordura são necessárias 9 mil calorias e, para um quilo de carne, basta metade, argumenta Fabiano Coser, diretor executivo da Associação Bra­sileira dos Criadores de Suínos.
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Fonte: Gazeta do Povo

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