Matrizes de corte: estimativa de alojamento no triênio 2009-2011

Publicado em 10/08/2011 09:59 370 exibições
Há quase dois anos sem dispor dos dados mensais de alojamento de matrizes de corte, tem restado ao setor especular em torno dos volumes alojados.

Em uma dessas especulações levanta-se a hipótese de que o setor tenha tido, de 2008 para cá, a mesma reação observada em duas ocasiões anteriores quando, a exemplo do que ocorreu três anos atrás, o volume de matrizes alojadas excedeu todas as possibilidades de consumo interno e externo.

Em 1987, por exemplo, dentro ainda do Plano Cruzado do então Presidente Sarney, o setor foi artificialmente estimulado a ampliar seu plantel reprodutor e, então, aumentou em 27% (sobre o ano anterior) o alojamento de matrizes de corte. O mercado, óbvio, recebeu mal esse exagero e forçou o setor a retornar “aos eixos”. Resultado principal: só no terceiro ano após o excesso (1990) é que o volume alojado voltou a superar o recorde de 1987.

Situação similar se repetiria cerca de uma década depois, em decorrência de problema sanitário que reduziu drasticamente a produção do setor. Na tentativa de superá-lo, houve um alojamento indiscriminado de matrizes, com efeito similar ao da ocorrência de 1987-1990: só em 2002 o volume alojado voltou a superar o de 1999.

A hipótese atual é a de que tudo tenha se repetido nesta última crise. Assim, os alojamentos de 2009 e 2010 ficaram aquém do registrado em 2008 (aumento de quase 15% sobre 2007) e só agora, em 2011, voltam a superar aquele alto alojamento.

Neste caso, as matrizes de corte tendem a alcançar, pela primeira vez, a marca dos 50 milhões de cabeças anuais, o equivalente a um acréscimo de cerca de 3% sobre 2008. O volume apontado também corresponde a um incremento médio de pouco mais de 5,5% ao ano em relação ao que foi alojado em 1979 – menos de 10 milhões de matrizes de corte.


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Avisite

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