Emergentes produzirão mais carnes

Publicado em 17/08/2011 09:19 305 exibições
Anualmente, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) divulgam projeções para os próximos dez anos para as atividades agrícolas e pecuárias no mundo. O relatório aborda pontos como produção, exportação e consumo das principais commodities agrícolas. Recentemente as organizações citadas divulgaram o relatório com as projeções atualizadas para 2011 a 2020.

A previsão da OECD/FAO é de que o aumento da produção de carne deverá ocorrer predominantemente nos países em desenvolvimento, que serão responsáveis por 79% da produção adicional global de carnes bovina, suína, de frango e ovina no mundo. O crescimento ocorrerá principalmente para as carnes de aves e suínos, que se beneficiarão de ciclos de produção mais curtos e melhores conversões alimentares.

Ainda segundo as organizações, a próxima década será marcada por preços firmes para os alimentos (grãos), o que obrigará os sistemas que dependem diretamente deste insumo a serem cada vez mais eficientes. Para a bovinocultura, sistemas que exploram forragens terão seu uso ampliado, ao passo que os que utilizam grãos serão obrigatoriamente mais produtivos.

O aumento no consumo de proteínas de origem animal ocorrerá de maneira generalizada, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. Destacam-se a Ásia e a América Latina, que serão responsáveis por 74% do crescimento mundial para a próxima década.

A OECD e a FAO apontam que o envelhecimento da população e a preocupação com danos causados pela produção de carne ao meio ambiente serão responsáveis pelo menor aumento do consumo nos países desenvolvidos. Por outro lado, a melhoria de renda e a crescente urbanização serão pontos que levarão ao maior consumo nas economias emergentes, elevando o consumo médio mundial.

Para a próxima década, a expectativa é de que o comércio internacional de carne cresça a uma taxa de 1,8% ao ano, frente a um crescimento de 2,9% na década passada. Tal crescimento será liderado por Brasil, EUA e Canadá. As Américas do Norte e do Sul serão responsáveis por 84% do crescimento das exportações nos próximos dez anos.

Apesar do aumento do consumo interno, reflexo da melhoria de renda, as exportações brasileiras crescerão, consolidando a liderança do país no comércio internacional de carnes. A pecuária brasileira usufruirá das vantagens da criação a pasto, frente ao aumento dos custos com alimentação.

Para os EUA, apesar da recuperação das exportações além dos níveis anteriores aos de 2004 (quando ocorreram casos de vaca louca, afetando os embarques), o forte ritmo das importações tende a manter a balança comercial de carnes do país no negativo.

As exportações da Austrália, outro importante participante, deverão permanecer estáveis, em virtude da estagnação do rebanho, ao passo que na Argentina o comércio ainda deve sentir os efeitos das intervenções estatais.

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Fonte:
Scot Consultoria

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