Geada no Uruguai não prejudica lavouras, mas pode afetar pecuária

Publicado em 24/07/2013 11:51
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O vento ajudou os agricultores do Uruguai para que as geadas da madrugada de segunda-feira (22) não afetassem negativamente os cultivos de canola, trigo e cevada. No entanto, o gado começou a perder peso, porque as baixas temperaturas exigem uma ingestão maior de calorias.

Uma forte e permanente brisa na madrugada impediu que as geadas se depositassem no solo e prejudicassem negativamente os cultivos de inverno que foram plantados de forma tardia, explicou o presidente da Associação Uruguais Pro Siembra Directa.

Ele acrescentou também que o frio faz bem para o ciclo biológico da canola, do trigo e da cevada, mas que as fortes geadas podem causar queimaduras, que trariam o risco de perda para a safra.

No caso do litoral, o frio é forte e os ventos têm uma intensidade média de 15 a 20 quilômetros por hora, de acordo com o agricultor Miguel Carballal. No setor da pecuária, os agricultores mais antecipados já preveram o fornecimento de fardos como forma de combater os primeiros frios intensos do ano.

Ao mesmo tempo, as ondas, as montanhas e a vegetação vão ajudar a fazer com que este contexto crítico não afete seriamente a pecuária, disse Carballal.

Outro fator que ajuda os criadores de gado a manter seu rebanho em boa forma durante o inverno são algumas decisões vinculadas ao manejo de seu gado. Trata-se de medidas preventivas simples, mas muito importantes.

Algumas das medidas que são adotadas com pelo menos 3 ou 4 meses de antecipação passam pela redução da carga de animais e a venda para os frigoríficos das vacas fracas que não se recuperaram de sua última cria ou que têm uma dentição ruim, com problemas para se alimentar bem.

Dentro dessas medidas também estão as vendas dos bezerros que são feitas pelos criadores e adquiridas pelos invernistas, já que estes últimos têm preparado seus campos, o que permitirá uma melhor alimentação na idade de crescimento dos futuros novilhos.

Com informações do Todo El Campo

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Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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