Produtor americano não faz reposição adequada de nutrientes no solo

Publicado em 04/09/2013 09:50
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As condições de solo nos Estados Unidos não são as melhores. O consultor Amilcar Centeno, durante viagem aos Estados Unidos, revelou a um grupo da Cocamar Cooperativa Agroindustrial (Maringá/PR) em uma palestra realizada na cidade de Champaign, no estado de Illinois, que o produtor americano, apesar de investir muito em fertilizantes, não consegue fazer a reposição adequada de nutrientes em seu solo.

Sem conseguir recuperar a fertilidade, os produtores gastam cada vez mais frente aos baixos níveis de fósforo e potássio. Com isso, 47% dos rios apresentam excesso de fósforo e 53%, uma quantidade além da conta de nitrogênio.

Como a janela para o plantio é curta no país, ocorrendo logo após o inverno, só 10% dos agricultores norte-americanos fazem plantio direto. Estes agricultores, a exemplo deste ano, tiveram que remover a superfície gelada do solo para aquecê-lo, já que as sementes não vingam em uma temperatura inferior a 10ºC. Mas o plantio direto é dificultado pelos resíduos da cultura anterior, que não se decompõem.

Segundo Cássio Tormena, especialista em solos do departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), os norte-americanos devem drenar as planícies do Meio-Oeste para eliminar o excesso de água e obter sucesso em seu plantio, já que a superfície é rica em matéria orgânica e existe um bom nível de fertilidade natural, que não é completamente aproveitado por eles. É por isso que, quando falta chuva, o solo apresenta rachaduras. Mas como o lençol freático é muito próximo à superfície no Meio-Oeste, eles também enfrentam o dilema da extração de nutrientes, que contamina os rios.

Aproximadamente dois terços do Corn Belt já estão sendo prejudicados pela seca, já que o Meio-Oeste não recebe chuvas há mais de três semanas.

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Por: Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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