Centro-Oeste: chuva avança sobre áreas produtoras e Mato Grosso do Sul volta a ligar alerta para frio

Publicado em 15/05/2026 11:48
Instabilidade ganha força entre domingo e segunda-feira e deve aliviar tempo seco em grande parte da região.

A previsão do tempo para o Centro-Oeste do Brasil traz uma mudança importante nas condições climáticas para os próximos dias. Depois de um longo período marcado por calor e baixa umidade, a chuva volta a atingir áreas produtoras da região, especialmente no Mato Grosso do Sul. As informações foram apresentadas durante o programa Tempo & Clima pela meteorologista da MetSul, Estael Sias.

Segundo a especialista, o cenário atual é mais favorável para a formação de instabilidades. “Temos uma previsão mais otimista para o Centro-Oeste, com chuva abrangendo grande parte da região nos próximos dias”, afirmou.

O Mato Grosso do Sul deve concentrar os maiores volumes. Municípios próximos da fronteira com o Paraguai já começam a receber chuva nesta sexta-feira, com acumulados entre 10 e 12 milímetros em cidades como Dourados, Iguatemi e Tacuru.

No domingo, a instabilidade ganha força e se espalha por áreas do norte sul-mato-grossense, alcançando também partes de Mato Grosso e do sul de Goiás. Já na segunda-feira, o mapa meteorológico mostra chuva distribuída sobre grande parte da região.

Mato Grosso do Sul terá os maiores acumulados

De acordo com Estael, o Mato Grosso do Sul será o estado mais beneficiado pelas precipitações nos próximos cinco dias. Algumas localidades podem acumular entre 50 e 70 milímetros no período.

“A chuva mais intensa ficará concentrada no Mato Grosso do Sul, justamente pela sequência de vários dias consecutivos de instabilidade”, explicou a meteorologista.

Entre as cidades com maiores volumes previstos aparecem Paraíso das Águas, Camapuã, Jauru e municípios próximos da divisa com Goiás e Mato Grosso. Em algumas áreas, os acumulados diários podem atingir até 35 milímetros.

Mesmo sendo uma chuva irregular, a previsão é considerada positiva para o setor produtivo. Segundo Estael, o retorno da umidade ajuda a reduzir os impactos do período seco típico desta época do ano.

“A chuva leva fôlego para as lavouras e melhora a umidade do solo em várias áreas produtoras”, destacou.

Em Goiás, a chuva deve atingir principalmente o centro e o sul do estado. Já o norte goiano permanece com tempo firme e temperaturas elevadas.

Temperaturas despencam no começo da próxima semana

Além da chuva, o avanço de uma nova massa de ar frio deve provocar uma queda acentuada das temperaturas no Centro-Oeste entre segunda e terça-feira.

No Mato Grosso do Sul, o resfriamento será mais intenso nas regiões sul e sudoeste. “Teremos máximas entre 16 e 18 graus no sul do estado, o que é bastante frio para esta época do ano”, afirmou Estael.

Em Cuiabá, a previsão indica temperaturas mais amenas, com máximas entre 22 e 24 graus na segunda-feira. Já áreas do norte de Mato Grosso e do norte de Goiás devem continuar registrando calor acima dos 30 graus.

Segundo a meteorologista, o avanço do ar frio será parcial. Enquanto o oeste mato-grossense sente o refresco, regiões mais próximas do Pará e Tocantins permanecem sob influência do calor.

Pecuaristas acompanham risco de frio após perdas recentes

A chegada do ar polar reacende a preocupação dos pecuaristas sul-mato-grossenses após os prejuízos registrados recentemente por conta da hipotermia em rebanhos bovinos.

“Nós tivemos uma situação muito triste em Mato Grosso do Sul, com perdas de animais por causa do frio intenso”, lembrou Estael durante o programa.

Na semana passada, algumas regiões registraram temperaturas abaixo de quatro graus. Agora, embora a nova massa de ar frio seja menos intensa, os produtores devem voltar a monitorar as condições climáticas.

“Entre terça e quarta-feira teremos temperaturas entre oito e dez graus em parte do sul de Mato Grosso do Sul”, explicou a especialista.

Ela ressalta que o frio não deve atingir a mesma intensidade observada anteriormente, mas recomenda atenção especial ao manejo do rebanho, principalmente em áreas abertas e mais vulneráveis ao vento.

Para o setor agrícola, a combinação entre chuva e queda de temperatura tende a trazer benefícios momentâneos às lavouras. Já para a pecuária, o foco permanece na proteção dos animais diante das oscilações térmicas previstas para os próximos dias.

 

Por: Michelle Jardim
Fonte: Notícias Agrícolas

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