Ciclone leva chuva ao Sul e exige atenção de produtores na próxima semana

Publicado em 05/06/2026 11:40
Instabilidade deve avançar entre domingo e terça-feira, com risco de temporais, rajadas de vento e volumes expressivos de chuva em áreas produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná

A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve mudar o cenário do tempo nos próximos dias e interromper a sequência de condições favoráveis para os trabalhos no campo. Segundo a meteorologista Estael Sias, a sexta-feira (5) e o sábado (6) ainda serão de tempo firme, mas a chuva volta a ganhar força a partir de domingo.

A mudança começa pela fronteira oeste do Rio Grande do Sul e avança gradualmente sobre os três estados da região Sul. A previsão indica chuva mais generalizada entre segunda e terça-feira, período em que o ciclone deve se formar sobre o oceano.

Apesar de o fenômeno preocupar produtores rurais, Estael ressalta que ciclones são comuns nesta época do ano. "O inverno é o período mais comum de formação de ciclones. Eles nascem entre Argentina, Uruguai e Rio Grande do Sul", explicou.

O principal impacto esperado para o campo será o retorno das chuvas após um período de tempo seco que vinha favorecendo atividades como o plantio de trigo e canola, além dos trabalhos de manejo nas lavouras. O sistema também pode provocar rajadas de vento próximas de 50 km/h no litoral sul gaúcho e aumentar o risco de temporais localizados, com possibilidade de granizo entre segunda e terça-feira.

Por outro lado, a meteorologista destaca que o ciclone deve se afastar rapidamente para o oceano. "Não é um ciclone que vai ficar parado despejando água e vento forte. Ele se forma e rapidamente se afasta do continente", afirmou.

Os maiores acumulados de chuva são esperados para o Rio Grande do Sul. Na Campanha Gaúcha e no extremo sul do estado, os volumes podem variar entre 40 e 60 milímetros. Também há previsão de chuva significativa no oeste de Santa Catarina, especialmente entre Chapecó e São Miguel do Oeste.

No Paraná, os volumes tendem a ser menores inicialmente, mas a chuva ganha intensidade a partir da metade da próxima semana. Em Londrina, por exemplo, os acumulados podem alcançar cerca de 70 milímetros ao longo da semana, elevando a umidade do solo e dificultando as operações em campo.

Diante desse cenário, a orientação é aproveitar a janela de tempo seco até o fim de semana para acelerar os trabalhos nas lavouras. Segundo Estael, o Paraná deve registrar episódios frequentes de chuva ao longo de junho e no início de julho, exigindo atenção redobrada dos produtores para o planejamento das atividades.

Por: Andréia Marques
Fonte: Notícias Agrícolas

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