Calor extremo e seca persistente preocupam o Matopiba; chuva segue restrita ao litoral do Nordeste

Publicado em 11/06/2026 11:55
Interior nordestino enfrenta mais uma semana de tempo seco e temperaturas de até 38°C, enquanto as chuvas da ZCIT permanecem concentradas no litoral e no norte do Maranhão

O interior do Nordeste deve continuar enfrentando condições climáticas adversas nos próximos dias. De acordo com a meteorologista Giovana Barbosa, a chuva permanece concentrada no litoral da região e em áreas do Maranhão influenciadas pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), enquanto o sertão e o Matopiba seguem sob domínio do tempo seco e do calor intenso.

"O interior do Nordeste segue seco e pretende ser assim para os próximos dias", afirmou a especialista durante o programa. Segundo ela, mesmo as precipitações registradas no Maranhão e no litoral do Piauí não conseguem avançar para as áreas produtoras do interior.

A situação preocupa especialmente os produtores rurais do Matopiba — região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Além da ausência de chuva, as temperaturas devem subir ainda mais durante o fim de semana.

"Quanto mais a temperatura sobe, mais água o solo absorve. Então precisa de mais água para ajudar a produção agrícola", explicou Giovana.
Os mapas meteorológicos indicam máximas entre 34°C e 38°C em diversas localidades da região. No Tocantins, municípios como Lagoa da Confusão podem registrar temperaturas próximas dos 38°C. No sul do Maranhão, cidades como Balsas também devem enfrentar calor intenso nos próximos dias.

Matopiba seguem sob domínio do tempo seco e do calor intenso

Matopiba sob pressão

O cenário é especialmente preocupante para culturas como soja, milho e algodão, além de atividades pecuárias. A combinação de calor excessivo, baixa umidade e ausência de precipitações favorece o estresse hídrico das plantas e aumenta o risco de incêndios.

"O Tocantins está marcando incêndio. Está tendo bastante incêndio ultimamente", alertou a meteorologista.
Mesmo nas áreas onde há previsão de chuva, os volumes são considerados insuficientes para promover reposição significativa da umidade do solo.

"Se fosse uma chuva de uns 5 milímetros não seria o suficiente para a produção. Eles precisariam de uma chuva agrícola, aquela chuva de mais de 10 milímetros", destacou.

Chuva beneficia apenas áreas litorâneas

A influência da ZCIT mantém pancadas de chuva sobre o litoral do Ceará, Rio Grande do Norte e parte do Maranhão. Em algumas localidades maranhenses, os acumulados podem variar entre 5 e 8 milímetros, proporcionando apenas um alívio temporário para as temperaturas.

 

Por: Andréia Marques
Fonte: Notícias Agrícolas

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