Inmet divulga projeção agroclimática para o inverno de 2026
O inverno de 2026, que começa em 21 de junho e segue até 22 de setembro, deverá ser marcado pela atuação de um forte episódio de El Niño. Segundo o prognóstico climático divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as condições previstas para o trimestre de julho a setembro indicam impactos distintos sobre as principais regiões produtoras do Brasil.
Na Região Sul, a previsão apresentada pelo Inmet indica chuvas acima da média climatológica, condição que tende a favorecer o desenvolvimento das culturas de inverno. Em contrapartida, o excesso de umidade associado a temperaturas ligeiramente mais elevadas pode aumentar a incidência de doenças fúngicas, exigindo maior monitoramento fitossanitário nas lavouras. Por outro lado, a previsão reduz a preocupação com geadas tardias, que frequentemente causam prejuízos às culturas de inverno e às lavouras perenes da região.
No Sudeste, as perspectivas são mais positivas para parte das atividades agrícolas. De acordo com o prognóstico do instituto, as chuvas próximas da média histórica tendem a favorecer o desenvolvimento de culturas de inverno, como trigo e aveia, especialmente no sul paulista. Para o café, as condições previstas devem beneficiar os trabalhos de colheita e favorecer floradas mais uniformes após o retorno das chuvas. Já os cultivos de citros e cana-de-açúcar podem ser favorecidos pela combinação entre calor e disponibilidade hídrica considerada satisfatória. Ainda assim, o Inmet alerta que temperaturas mais elevadas podem acelerar o ciclo das culturas e aumentar a pressão de doenças foliares.
Para o Centro-Oeste, o levantamento do Inmet aponta condições favoráveis para a colheita do milho segunda safra, do algodão e da cana-de-açúcar. Entretanto, a previsão de temperaturas acima da média pode ampliar a deficiência hídrica nos meses de agosto e setembro, especialmente em locais que já apresentam baixos níveis de água no solo. A situação pode afetar pastagens, a disponibilidade de recursos hídricos para a pecuária e as condições necessárias para o início da próxima safra.
No Nordeste, o instituto prevê precipitações abaixo da média histórica em grande parte da região, acompanhadas por temperaturas acima do normal. Conforme destaca o prognóstico, o cenário pode elevar a demanda hídrica das culturas e reduzir o armazenamento de água no solo. Nas áreas de feijão de terceira safra em fase mais avançada, o tempo mais seco tende a favorecer a maturação e a colheita. Por outro lado, lavouras ainda em desenvolvimento poderão sofrer impactos caso o déficit hídrico se intensifique. As pastagens também estão entre os setores que exigem maior atenção.
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