Agronegócio será prejudicado pelo clima

Publicado em 23/09/2010 08:09
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Os impactos na economia em decorrência das mudanças climáticas foram o tema do estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. O Boletim Regional, Urbano e Ambiental apresentou também os impactos em atividades agrícolas, os aspectos regulatórios, principais acordos internacionais, ações de mitigação e as alternativas limpas de desenvolvimento.

O levantamento apontou que as regiões Centro-Oeste e Norte sofrerão um grande prejuízo devido às mudanças climáticas. De acordo com o Ipea, o agronegócio dessas regiões será severamente prejudicado. Nos últimos anos, o setor tem se destacado e expandido a fronteira agrícola. O estudo avalia que "se o setor de agronegócios tem sido atualmente importante para equilibrar o balanço de pagamentos do país, diante das perspectivas futuras do aquecimento global, o Brasil deveria repensar a direção do fluxo de investimentos dentro da sua matriz produtiva".

Segundo a pesquisa, o Produto Interno Bruto (PIB) deve apresentar queda de 2,3% nos próximos 40 anos, por causa das alterações do clima. A redução equivaleria ao desperdício de um ano de crescimento. Para o brasileiro, isso implicaria em uma perda de até R$ 1.603.

O coordenador do boletim, Carlos Wagner de Albuquerque, afirmou que o documento indica uma participação ativa do Ipea nas questões relativas ao meio ambiente e economia, e também mais participação do órgão neste debate.

Os técnicos do Ipea apontam que as ações governamentais de políticas de proteção social devem ser reforçadas na população pobre do Norte e Nordeste, parcela que deve sofrer ainda mais com as alterações climáticas. O estudo reforçou a necessidade da redução das emissões de poluentes, com incentivos que favoreçam produtos com baixa emissão de carbono em seu ciclo de vida.

De acordo com o instituto, também é considerada uma prioridade o investimento na geração de energia sustentável, com o uso de recursos renováveis. Outra preocupação são as conseqüências do desmatamento. Estima-se que o resultado será a perda de até 38% das espécies em 2100.
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Fonte: Tribuna do Brasil

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