Chuvas não devem alterar resultado da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul

Publicado em 06/10/2010 13:21
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O volume de cana processado na primeira quinzena de setembro registrou queda de 11,93%

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de setembro atingiu 37,05 milhões de toneladas, queda de 11,93% em relação aos 42,07 milhões de toneladas registradas na quinzena anterior. Este recuo sinaliza uma retração no volume diário processado pelas usinas: 2,47 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de setembro, ante 2,63 milhões de toneladas na última quinzena de agosto.
A retração se justifica principalmente pelas chuvas que, ainda que de maneira tímida e heterogênea, retornaram ao Centro-Sul na primeira quinzena de setembro. No acumulado desde o início da safra atual, a moagem de cana-de-açúcar totalizou 417,20 milhões de toneladas, crescimento de 19,53% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Apesar da volta das chuvas em setembro, a tendência de queda na produtividade da colheita na região Centro-Sul ainda permanece. Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam uma quebra agrícola de 11,1% na primeira quinzena de setembro comparando-se com o mesmo período de 2009. No acumulado desde o início da safra, a quebra atinge 3,6%.

De acordo com o Diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, a chuva observada em algumas regiões produtoras no mês de setembro não deverá interromper a queda na produtividade da cana no curto prazo, pois se trata de um fenômeno em que o efeito não é instantâneo. Em contrapartida, as chuvas observadas no último mês devem aumentar o número de dias de moagem perdidos pelas unidades produtoras e reduzir a quantidade de açúcares na cana, acrescentou o executivo.

As previsões apontam para a permanência de chuvas na região Centro-Sul do País até o início de outubro, quando o clima seco retorna com precipitações abaixo da normalidade climatológica para a maior parte da região produtora. Caso essas previsões venham a ser confirmadas, o cenário de produção e moagem permanecerá inalterado, concluiu Rodrigues.

 

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Fonte: Unica

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