Clima será decisivo para novo recorde da produção de grãos

Publicado em 07/10/2010 14:32
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Apesar da previsão cautelosa, diretor da Conab acredita que safra 2010/2011 pode chegar a 151 milhões de toneladas.
O comportamento do clima será decisivo para que a safra de grãos 2010/2011 atinja novo recorde. A perspectiva foi apresentada, nesta quinta-feira, 7 de outubro, pelo diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, durante o anúncio da intenção de plantio do novo ciclo. Se o clima for semelhante ao da última safra, podemos dizer que 150 milhões, até 151 milhões de toneladas, são bastante plausíveis, afirmou.

Os números oficiais divulgados pela Conab neste primeiro levantamento, porém, são mais cautelosos. A previsão preliminar é de que a safra colhida fique entre 145,72 milhões e 147,93 milhões de toneladas, com uma redução de 0,6% a 2,1% na comparação com a safra 2009/2010. A área plantada deve se manter estável ou sofrer ligeiro  aumento (1,3%), chegando a 47,99 milhões de hectares cultivados.  

O La Niña é a principal preocupação do governo nas estimativas. Esse fenômeno climático pode afetar as lavouras do Sul do Brasil e de parte de Mato Grosso do Sul, por exemplo, por causa da estiagem.

Porto ressalta que o estudo da intenção de plantio é feito a partir da avaliação de área plantada. Com a produtividade, a Conab é sempre cuidadosa nos primeiros levantamentos, pois não há como colher informações mais concretas em relação ao desempenho da lavoura, explica.  Para a consolidação desta primeira pesquisa, é aplicada a média da produtividade dos últimos cinco anos juntamente com a análise do clima.

A recuperação de renda para o produtor, em especial de algodão e soja, também aparece nas perspectivas para este novo ciclo, por conta do aumento dos preços já apresentados nessas culturas. Na opinião de Porto, há um momento eufórico em relação aos preços, combinado com as intervenções realizadas pelo governo nos últimos oito anos.  Ele lembrou que o patamar dos preços mínimos cresceu entre 40% e 65%, na comparação com 2003, houve aumento de recursos para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), além do volume recorde de R$ 100 bilhões de recursos disponíveis para custeio desta safra.
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Fonte: Mapa

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