La Niña deixa o meio rural atento aos fenômenos climáticos

Publicado em 25/11/2010 13:32
Com a semeadura e floração das lavouras de verão, agricultores esperam uma melhora no volume de chuvas
O clima seco provocado pelo fenômeno La Niña aumentou a atenção dos produtores do Rio Grande do Sul. Ainda não há estimativas consolidadas de quebra de safra, mas enquanto algumas cooperativas seguem confiando em uma boa safra, outras já admitem riscos de perdas nas plantações de milho e arroz. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio (Seappa) acompanha atentamente os acontecimentos climáticos neste período de plantio e florescimento das lavouras da safra de verão.
 
– Nós não podemos dizer, pelo menos não ainda, que vamos ter perdas nas lavouras. As previsões de poucas chuvas neste mês de dezembro, mas de chuvas regulares (se comparadas com anos anteriores) em janeiro, de acordo com os prognósticos do Conselho de Agrometeorologia do Estado indicam que podemos esperar para dizer se efetivamente vamos ter perdas. Estamos atentos, claro, mas ainda é cedo para previsões – disse o secretário da Agricultura, Gilmar Tietböhl.
 
O Secretário lembrou dos programas de irrigação que o governo do Estado vem desenvolvendo para auxiliar em períodos de estiagem, como a construção de mais de 5 mil microaçudes no interior gaúcho e a perfuração de 390 poços artesianos.
 
Até a semana passada, segundo a Emater-RS, o volume de chuva acumulado no mês estava 72% abaixo da média histórica no Estado, e a situação ameaçava ampliar a quebra prevista inicialmente pela instituição em relação ao ciclo 2009/10, quando o clima favorável ajudou na safra recorde do RS, totalizada em 24,3 milhões de toneladas de grãos.
 
O boletim climático do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), coordenado pela Seappa, indica precipitações abaixo do padrão climatológico para o próximo trimestre. Para dezembro, estão confirmadas chuvas abaixo do padrão, especialmente na metade sul e oeste do Estado. Para janeiro, a escassez de chuvas persistirá apenas na região sudoeste, aproximando-se mais de média normal nas demais regiões.
 
Novos prognósticos para os próximos meses serão discutidos na reunião do Copaaergs, que ocorre no dia 2 de dezembro, na sede da Seappa.
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Fonte:
Secretaria de Agricultura

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