Novo Código Florestal não provocará mais desmatamento, diz presidente da Unica

Publicado em 04/04/2012 15:24 590 exibições
ank acredita que a modernização do Código Florestal vai permitir a expansão da cultura canavieira com mais segurança.
O Brasil vai avançar na produção de biocombustíveis com um Código Florestal moderno e aperfeiçoado, sem que ocorram desmatamentos em florestas nativas. Essa foi uma das principais mensagens do presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank, durante uma série de encontros com empresários e formadores de opinião ligados ao setor sucroenergético na Inglaterra, entre os dias 29 e 30 de março.

“A nova versão do Código Florestal não permitirá desmatamentos adicionais ao País, ao contrário do que muitos argumentam. Em relação especificamente ao setor sucroenergético, há compromissos firmes assumidos, como o Zoneamento Agroecológico da Cana, que proíbe a expansão da lavoura em áreas de vegetação nativa,” explicou Jank em dois eventos na Inglaterra, um deles coordenado pelo jornal Financial Times (FT) e o segundo na Universidade de Oxford. Nos dois encontros, uma atenta plateia o questionou sobre eventuais avanços e retrocessos do novo Código Florestal, que está em discussão no Congresso Nacional.
Na quinta-feira (29/03), Jank esteve no seminário “Financial Times (FT), Agricultura Sustentável: foco no Brasil,” no hotel Marriott London Grosvenor. Ele participou do painel “Etanol de Cana-de-Açúcar: produção sustentável de alimentos e combustíveis,” que contou ainda com a presença de Leonardo Bichara Rocha, economista sênior da Organização Internacional de Açúcar (International Sugar Organization); Nick Goodall, diretor executivo da Bonsucro (Better Sugarcane Initiative); e o professor Jeremy Woods, do Imperial College de Londres. O evento do FT teve ainda a presença do ministro da Agricultura do Brasil, Mendes Ribeiro Filho, e da senadora Katia Abreu (PSD-TO), que participaram em outros debates.

Na sexta-feira (30/03), Jank participou do painel “Transformando mercados para preservas as florestas,” no Fórum Mundial sobre Empresariado Social da Fundação Skoll, organizado na Universidade de Oxford. Tanto no evento do Financial Times quanto no de Oxford, houve intensa participação dos presentes e de interessados que acompanharam e comentaram as informações discutidas via Twitter.

Sustentabilidade

O presidente da UNICA explicou que o grande foco do esforço brasileiro é a sustentabilidade do novo Código Florestal, para que sejam atendidas tanto a realidade do produtor rural quanto a necessidade da preservação do meio ambiente. No caso específico do setor sucroenergético, Jank lembrou que há um compromisso para “desmatamento zero” e que é falso o debate entre a expansão de biocombustíveis e uma suposta concorrência com a produção de alimentos no mundo. 

“Não existe concorrência entre a produção de biocombustíveis e a de alimentos. No Brasil, 50% do consumo de gasolina foi substituído pelo etanol de cana-de-açúcar, que utiliza 1,4% das terras aráveis do País, enquanto a produção de alimentos dobrou na última década,” disse.

Segundo o executivo, mais de 100 países na zona dos trópicos têm condições parecidas com as do Brasil para produzir etanol de cana-de-açúcar. “Se isto ocorresse, uma produção suplementar de 20 bilhões de litros de etanol poderia ser gerada, o equivalente a 2% da demanda mundial por gasolina,” afirmou.

Jank disse ainda que, com políticas públicas adequadas e o fim de barreiras comerciais protecionistas impostas pelos países desenvolvidos sobre os biocombustíveis, seriam criados importantes empregos na zona rural das nações que adotassem esta indústria. “Além disso, haveria ainda acesso à eletricidade gerada com o uso de biomassa da cana e menos dependência de importações de petróleo por parte dos países mais pobres do mundo,” concluiu.
Fonte:
Unica

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