Código Florestal: Pequenas propriedades são as mais ameaçadas; STF decide na 4ª

Publicado em 26/02/2018 04:18 e atualizado em 27/02/2018 14:35
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No Blog Ambiente Inteiro 

Na próxima quarta-feira, o Ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, deve proferir seu voto no julgamento do novo Código Florestal (Lei 12.651/2012). Entre os pontos que serão decididos está o Artigo 67 que protege pequenos produtores rurais do ônus da recuperação ambiental das Reservas Legais de seus imóveis.

Art. 67. Nos imóveis rurais que detinham, em 22 de julho de 2008, área de até 4 (quatro) módulos fiscais e que possuam remanescente de vegetação nativa em percentuais inferiores ao previsto no art. 12, a Reserva Legal será constituída com a área ocupada com a vegetação nativa existente em 22 de julho de 2008, vedadas novas conversões para uso alternativo do solo. 


Balanço estrutura fundiária


A legislação define como pequeno agricultor aquele que possua até quatro módulos fiscais. O tamanho do módulo é definido para cada município e varia de cinco a cem hectares. Muitos produtores possuem apenas um módulo fiscal, e até menos. "É assim nas áreas irrigadas do Nordeste, nos mais de 9.300 assentamentos de reforma agrária e em diversas regiões de minifúndios", lembra o pesquisador da Embrapa, Evaristo Miranda.

Miranda lembra os números do último censo agropecuária que apontou a existência de 4.594.785 pequenos proprietários. Esse número correspondia a 89% dos estabelecimentos agropecuários do Brasil, mas ocupavam somente 11% do território nacional e contribuíam com 50% do valor da produção agropecuária.

Veja o que está nas mãos do Ministro Celso de Mello

Ou seja, caso o ministro Celso de Melo decida pela inconstitucionalidade do Artigo 67, quase 4,6 milhões de pequenos proprietários serão prejudicados em nome de uma melhora na proteção ambiental de apenas 11% do território. Será um impacto social enorme em troca de uma ganho ambiental pequeno.

Foi esse aliás, o argumento da então Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do então Advogado Geral da União, Luiz Adams, para a anuência do governo à inclusão do Artigo 67 no texto da Lei 12.651.

 

A ameaça maior está sobre as pequenas propriedades

Na próxima quarta-feira, 28 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento do conjunto de das quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) e uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ACD) com o voto do ministro Celso de Mello, de onde deverá sair a decisão sobre a validade de cinco dispositivos do novo Código Florestal. 

"A maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal rechaçou a argumentação do departamento jurídico de luxo das ONGs, a Procuradoria Geral da República (PGR), para a maioria dos dispositivos questionados", explicou o assessor ambiental e engenheiro florestal Ciro Siqueira.

Até este momemento, o placar está 5 a 5. Os ministros estão divididos, entre outros pontos, sobre a data de 22 de julho de 2008 como ponto de corte para das disposições transitórias da lei e esse é um dos maiores pontos de preocupação entre lideranças do agronegócio brasileiro.

A ameaça maior, ainda de acordo com especialistas, se dá sobre as pequenas propriedades. 

"Outro ponto que será decidido por Celso de Melo é a isenção de recuperação de Reserva Legal para pequenos imóveis. De acordo com o Artigo 67 da lei, pequenos imóveis rurais com até quatro módulos fiscais terão como Reserva Legal apenas a vegetação nativa existente no imóvel em 22 de julho de 2008. Cinco ministros votaram pela inconstitucionalidade, caso Celso de Mello se junte a eles, todos os pequenos imóveis terão reserva legal de 20%, 35%, 50% ou 80% dependendo da situação histórica e da localização geográfica", diz Siqueira.

"Irresponsabilidade com o campo", editorial do ESTADÃO (deste domingo)

Ainda não foi concluído o julgamento pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) das cinco ações sobre a constitucionalidade do Código Florestal de 2012 (Lei 12.651/2012) – falta o voto do ministro Celso de Mello –, mas o que se viu até agora foi uma inequívoca demonstração de irresponsabilidade com o campo e com a lei, como se os ministros estivessem a debater academicamente uma teoria, sem maiores consequências práticas para a Nação. A Lei 12.651/2012 afeta diretamente o desenvolvimento econômico, ambiental e social do País. Convém, portanto, que a Suprema Corte seja especialmente cuidadosa, consciente de que está lidando com a vida de milhares de famílias.
Não é a prudência, no entanto, o que tem prevalecido até o momento. Em primeiro lugar, chama a atenção a insegurança jurídica que o julgamento vem provocando. Dez ministros já proferiram o voto, mas não se sabe ao certo qual é a posição majoritária a respeito de cada um dos 22 pontos da Lei 12.651/2012 que são questionados nas cinco ações. São quatro Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4901, 4902, 4903 e 4937 e uma Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 42. O problema é que nem todos os ministros se manifestaram sobre cada item debatido, o que levou o ministro Marco Aurélio a alertar para a dificuldade de computar ao final os votos.
O ministro Ricardo Lewandowski disse que seu voto adotava uma “interpretação biocêntrica” da questão do meio ambiente. Para ele, havendo conflito interpretativo, deve valer um princípio, não encontrado na Constituição, que ele chamou de in dubio pro natura. Em caso de dúvida, a decisão deveria ser favorável à natureza. Como é evidente, tais enunciados não contribuem para a resolução da questão debatida nas ações, que é avaliar se a Lei 12.651/2012 afronta ou não a Constituição.
Não é papel do STF dizer se o meio ambiente é mais importante que o ser humano, numa falsa disjuntiva entre o Código Florestal de 2012 e sustentabilidade ambiental. Se a preocupação é com o meio ambiente, não resta dúvida de que a Lei 12.651/2012 tem contribuído decisivamente para a sustentabilidade ambiental. Basta ver o sucesso que tem sido a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado pelo Código Florestal de 2012. Os resultados confirmam: o CAR é um eficaz instrumento de regularização ambiental das propriedades rurais, além de ser uma poderosa fonte de dados na análise e no planejamento da sustentabilidade.
Conforme atestam os números compilados pela Embrapa a partir dos dados do CAR, o agricultor e o pecuarista não são os inimigos do meio ambiente. A vegetação protegida por eles em suas propriedades representa mais de 20% de todo o território nacional. No Estado de São Paulo, a fatia de terras preservadas em propriedades rurais é maior do que a área total de reservas indígenas e de unidades de conservação.
A função da Suprema Corte é assegurar o respeito à Constituição. Pouco importa se os ministros do STF consideram a Lei 12.651/2012 muito rígida ou muito branda. Ao julgar as cinco ações, a tarefa do STF não é avaliar se a maioria dos ministros dá anuência ao conteúdo do Código Florestal de 2012. Tampouco é sua competência redigir uma nova lei ambiental, mais conforme às posições ideológicas e políticas da maioria do colegiado.
A avaliação política relativa ao Código Florestal de 2012 já foi feita pelo Congresso Nacional, a quem compete, pelo voto recebido do eleitor, definir qual é o equilíbrio mais adequado para o País a respeito do meio ambiente nacional. Quando o STF entende que pode interferir nesse equilíbrio, há um evidente retrocesso institucional. A rigor, o País torna-se refém da posição política de 11 pessoas que não detêm mandato popular para exercer esse poder político.
Está claro que a Lei 12.651/2012 não fere a Constituição. Para alguns, ela fere o que a Constituição deveria ser. Tal opinião não tem, porém, validade jurídica. No Estado Democrático de Direito, vale o que está na lei. E o papel do STF é justamente defender o que está na Constituição. Tudo o que passa disso é atropelo da ordem jurídica.

Acompanhem a análise de três especialistas em Código Florestal: Ministros que já votaram só aumentaram a confusão... 

O Notícias Agrícolas conversou com três especialistas para traduzir os votos dos ministros do STF, os pontos que mais exigem atenção e aqueles que podem ser uma ameaça à produção nacional. Assista as entrevistas e acompanhe as matérias relacionadas para entender mais sobre como os processos acontecem daqui em diante. 

Rodrigo Justus, coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) destaca que são mais de 38 pontos em questão. Um ponto que já foi declarado inconstitucional é a questão do conceito de nascentes perenes: no entendimento do STF, locais que possuem afloramento de água por período chuvoso já são considerados nascentes e existe, portanto, a necessidade de preservação em torno desse local.

Samanta Pineda, advogada ambiental, destaca a falta de definição que ainda cerca as discussões no STF. De acordo com a advogada, o item mais delicado é o Artigo n°66, que fala da reserva legal e das possibilidades de regularização dessa reserva. Se a data estipulada for considerada inconstitucional, o ponto poderá trazer confusão sobre quem estará autorizado a proceder desta maneira.

Aldo Rebelo foi relator do novo Código Florestal e conhece a fundo os dispositivos que estão sendo questionados. Para Rebelo, preocupa que a decisão pela inconstitucionalidade de alguns pontos coloque em xeque todo um esforço produzido para dar segurança jurídica aos agricultores que se inscreveram no Cadastro Ambiental Rural (CAR), este que estabelece uma série de compromissos que, se esses pontos forem revogados, toda a estrutura do cadastro fica comprometida, obrigando o Congresso a elaborar uma emenda constitucional para constitucionalizar aquilo que já estava na lei anteriormente.

Código Florestal: Decisão do STF pode acabar com pequenas propriedades, por Ciro Siqueira

Outro ponto que será decidido por Celso de Melo é a isenção de recuperação de Reserva Legal para pequenos imóveis. De acordo com o Artigo 67 da lei, pequenos imóveis rurais com até quatro módulos fiscais terão como Reserva Legal apenas a vegetação nativa existente no imóvel em 22 de julho de 2008. Cinco ministros votaram pela inconstitucionalidade, caso Celso de Mello se junte a eles, todos os pequenos imóveis terão reserva legal de 20%, 35%, 50% ou 80% dependendo da situação histórica e da localização geográfica.

Isso tornaria inviável esses pequenos imóveis. A maioria não tem como arcar com o custo das adequações ambientais necessárias. O destino mais provável é que sejam englobados por áreas maiores com escala de produção grande o suficiente para suportar o ônus da adequação ambiental.

Foi por essa razão que o legislador criou regras específicas para os pequenos imóveis. Esse efeito será inevitável caso Celso de Mello se una aos outros cinco ministros que votaram pela inconstitucionalidade do dispositivo.

Programa de Regularização Ambiental (PRA) pode ser inconstitucional

Outro ponto que será decidido por Celso de Mello é a constitucionalidade do artigo que criou o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Por incrível que pareça, o STF pode tornar inconstitucional as regras que tratam do processo de regularização dos imóveis. Tal decisão inviabilizaria o processo de adequação das propriedades e obrigaria o Congresso Nacional a reabrir a discussão sobre o tema.

O Artigo 59 que definiu o PRA foi considerado inconstitucional pelo ministro Luiz Fux, relator do processo. Quatro ministros acompanharam o entendimento. Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram pela validade da lei. 

Data de corte (marco temporal) também pode cair

Os ministros estão divididos em relação à data de 22 de julho de 2008 como ponto de corte para das disposições transitórias da lei. O placar está 5 a 5. O voto de Celso de Mello decidirá se a data continuará valendo ou não.

Clique AQUI e leia a íntegra do artigo de Siqueira

No Estadão: Julgamento sobre Código Florestal é suspenso com empate no STF

BRASÍLIA – Os votos sobre os principais pontos de discussão do novo Código Florestal, questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), estão empatados entre os onze ministros da Corte. Os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Ricardo Lewandowski são contra a anistia a produtores rurais que desmataram ilegalmente até julho de 2008 – o que, segundo cálculos da Esalq/USP, isentou da necessidade de recuperação 41 milhões de hectares desmatados. O novo código foi aprovado em 2012.

O voto decisivo sobre a questão será do ministro Celso de Mello, que não pôde votar porque a sessão desta quinta-feira, 22, precisou ser suspensa em função do horário. O julgamento será retomado na próxima quarta-feira, dia 28, às 14 horas.

Clique AQUI e leia a notícia na íntegra

Na Agência Brasil: Código Florestal: resultado das ações no STF será conhecido na semana que vem

Faltando apenas o voto do ministro Celso de Mello, a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, suspendeu o julgamento do Código Florestal. Ele será retomado na próxima quarta-feira.

A discussão começou em novembro do ano passado, quando Carmen Lúcia pediu vista. Nesta semana o caso foi retomado. Os ministros julgam ações diretas de inconstitucionalidade, que questionam mais de 60% dos 84 artigos do Código Florestal.

Um dos principais pontos questionados é a previsão de anistia de multas aos produtores rurais que desmataram antes de julho de 2008. O relator, ministro Luiz Fux, votou pela inconstitucionalidade da medida. Um dos ministros que discordaram foi Dias Toffoli. Ele argumentou que a anistia só ocorre caso o produtor faça a recuperação da área.

Clique AQUI e leia a notícia na íntegra

Fonte: Notícias Agrícolas

7 comentários

  • Antonio Carlos Gervasio Marília(Padre Nóbrega) - SP

    É este globalismo/comunista sempre mandando aqui. Só existe isto no BR.

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  • Tiago Gomes Goiânia - GO

    Não sei 100% os motivos legais que estão questionando a questão da área de reserva legal consolidada em pequenas propriedades. Mas verdade seja dita, na proposta inicial a ideia é que estaria desobrigado a recompor reserva legal apenas aquele que pequeno proprietário que fosse inserido como agricultor familiar de acordo com a legislação, ou seja, aquele com aptidão ao PRONAF. No meio do caminho a bancada ruralista conseguiu extrapolar esses benefícios para todos, desde que fosse pequena propriedade.

    Ou seja, ficaram desde o pequeno agricultor familiar calejado que precisa de um certo amparo, até médicos, advogados, jornalistas que tem seu sitio de recreio e até mesmo grandes fazendeiros que tem diversas propriedades e algumas estão inseridas como pequenas propriedades de acordo com o módulo fiscal.

    Então vamos fazer um debate honesto e não usar o pequeno agricultor familiar como bode expiatório desse processo todo. Como justificar o lado social a um cidadão que tem um sitio de recreio ou um fazendeiro que tem milhares de hectares e algumas dessas áreas fragmentadas?

    Um dos pontos que o Ministério Publico argumentou, e com razão foi esse.

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    • Rogerio mendes lopes Morrinhos - GO

      Acho que o importante é a área e não quem é o proprietário !

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      O negócio é o seguinte Tiago, antes só para constar descobri que você é piçolista. Então o seguinte, bode expiatório era o bode que os judeus levavam para matar no deserto, como forma de lavar os pecados da turma no sangue do bicho. Então o bode ficava no deserto, morto, ensanguentado, e os pecados dos homens eram lavados, limpos através daquele sacrificio. Então o bode era sacrificado. Em nome sabe-se lá de que motivo infernal, o Tiago vem dizer que os donos de sitio sacrificaram os pequenos produtores, só aqueles que eles catalogaram, os do PRONAF, programinha de governo esquerdista. Vejam vocês, em cima dos pequenos produtores, como é mesmo? Calejados, CALEJADOS, tal elite se aproveita para destruir o meio ambiente. Perceberam a manipulação e perturbação mental desse sujeito? Como alegação ele utiliza o único argumento possivel e que já foi discutido várias vezes aqui, inclusive por grandes expoentes politicos, o uso social da terra. Segundo o PSOL, as terras utilizadas para lazer devem obedecer à normas e regras rigidas de controle ambiental, por que afinal um maldito capitalista vai querer destruir o meio ambiente apenas pelo prazer de ter um sitio para descansar? A terra tem sua função social e a função social da terra é promover a igualdade, a justiça social e o combate à miséria. A terra amigos, esse ser amorfo, que deve ser arduamente trabalhada pelo homem é em última instância a responsável pelo império da justiça social que haverá de ser implantada no Brasil pelo Piçol. Existe afinal algum motivo para penalizar os pequenos produtores da costa do uruguai, onde passei minha infância faceira? Em todo o Brasil existem milhares de pequenos produtores que serão penalizados com isso Tiago. O teu argumento é antes de mais nada um argumento politico, pois afirma que grandes produtores e ricaços em geral, utilizaram os pequenos calejados, com o auxilio da famigerada bancada ruralista, mais esquerdista que o PSOL, como desculpa para cometerem os mais hediondos crimes ambientais, que diga-se de passagem são definidos por esse partideco insignificante, impondo a vontade de uma minoria sobre a maioria, como legais, leis que foram impostas a nós por não termos representatividade efetiva por absolutamente nada. Nós, a maioria, pequenos, médios e grandes produtores não decidimos nada, sendo que a única coisa que nos resta é obedecer à um STF que obedece a constituição somente quando quer impor uma pauta e uma agenda politica e ideológica.

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    • geraldo emanuel prizon Coromandel - MG

      Essa é a visão de todos os ambientalista Sr. Tiago, querem desconsiderar o imóvel como ente dotado de personalidade jurídica própria e liga-lo a seu proprietário. E mandam com isso a segurança jurídica do direito às favas. Senão vejamos: Um pequeno imóvel estaria legal diante da norma enquanto pertencesse a um agricultor familiar; a partir do momento que ele fosse vendido e o adquirente fosse um médio ou grande produtor aquele imóvel estaria em desacordo com a legislação ambiental, um verdadeiro absurdo... Uma situação mais esdruxula ainda teríamos quando um agricultor familiar comprasse o imóvel de seu vizinho, caso essa aquisição, somada à sua propriedade, excedesse a 4 módulos ele automaticamente passaria estar em desacordo com a lei ambiental. E nos casos onde se compra hoje e vende amanhã. Hoje o proprietário estaria acima de 4 módulos, amanha com a venda retornaria a situação "a quo"? A saída para isso tudo é a bancada ruralista propor uma PEC da Lei do Código Florestal, e barrar todas as demais proposições até que seja votada.

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  • joão Lunardi SÃO JOSÉ DOS QUATRO MARCOS - MT

    Será que vale a pena ser produtor rural ? To pra desistir ... Me considero um verdadeiro animal no curral onde as instituições , por hora , arruma um problema e alguma argumentação sem consistência e incompatível com a atividade . Uma hora é o CAR depois o PRA , INCRA , DECLARAÇÃO DO PRODUTOR , DECLARAÇÃO DE RENDA , CCIR , GEORREFERENCIAMENTO ,NIRF,LAU . Hoje tá fazendo 2 anos que protocolei o pedido do CCIR de uma área desmembrada e até agora não saiu , me disse o agente que com propina de 200,00 reais sai . Tenho vergonha de ser produtor .

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  • José Luiz Lazaron Itanhangá - MT

    Pois o povo brasileiro é q nem burro sendo domado, não é doma gentil não, é colocado no cabresto no cacete e regido por um bando de incompetentes, tá chegando a hora de nos rebelarmos e contrariar essas posições de quem não entende nada nem de preservação, nem de produção, temos q nos libertar...infelizmente estamos sendo regidos por ecologistas de escrivaninha, q de meio ambiente não entendem nada..... só nhenhenhem

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  • WELLISTON FRANK TEIXEIRA DOUTOR CAMARGO - PR

    Inconstitucional é o agricultor pagar por essas ideias ridículas que essas ONG's -- financiadas por interesses particulares de uma minoria -- tentam implantar em nosso País... ONG's não produzem nada além de ideias, ideias que não sustentam a população ... se o pequeno agricultor realmente tiver que dispor de parte do seu imóvel como reserva, penso que nada mais justo que a população urbana também contribua com 20%, 35%, 50%, 80% de seus salários para o meio ambiente, pois o setor urbano é o que mais contamina o meio ambiente (exemplo é a cidade de São Paulo, que matou o rio Tietê devido à imensa e intensa quantidade de lixo jogado nele, e o mesmo não possui nem a mata ciliar que a lei obriga). Na hora de cada refeição as pessoas deveriam lembrar e agradecer que um agricultor plantou, cultivou e colheu o aquele alimento que está disponível em sua mesa!

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  • Gracieli sorriso - MT

    Meus avós quase analfabetos são mais inteligentes que esses 5 julgadores... que vergonha para nosso país... ONGS são financiadas por quem?... por que não voltam para seus países e fazem com que eles reflorestem... o pequeno produtor ta ferrado mais uma vez... terá que vender suas terras e ir para cidade... vergonhoso... revoltante... se não fossem nossos políticos uns vendidos... seríamos o maior produtor de alimento do mundo... se esta faltando árvore no mundo... que o mundo refloreste... tudo tem que cair sobre o produtor brasileiro... quanta submissão... pensava que os representantes da "LEI" brasileira eram mais inteligentes... acorda produtor... vamos para as ruas tentar ser ouvidos ....

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  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    Que absurdo!!!, será que o STF não tem nada mais pra fazer.. O código Florestal foi trabalhado, discutido com a sociedade , com o setor produtivo e ficou definido ao ser aprovado pelo Congresso .

    Agora ONGs, com ideias de que alimentos nascem nas prateleiras do supermercado, voltam a atacar os produtores -- apesar de tudo o que o produtor faz , gerando emprego , produzindo alimentos p o mundo , com todos os riscos possíveis .

    O que mais nós produtores teremos que suportar???. Quem irá produzir alimentos se perdermos todas estas terras para estas ONGs .

    Por que não se preocupar com o meio ambiente nas áreas urbanas que são hoje os grandes geradores de resíduos sólidos e que não possuem destinação correta??? O que nos resta é pedir a Deus para nos salvar destas ONGs e de pessoas doentes e com ideologias que não cabem mais nos dias atuais ... Não tem ninguém que preserve o meio ambiente que o produtor de alimentos.

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    • LEDENIR PRESA são miguel do iguaçu - PR

      Não entendo certas coisas, o Legislativo (câmara federal e senadores) fazem e aprovam as leis, sempre por maioria absoluta 2/3 para mudar itens da Constituição, o executivo sanciona..., então por que o STF tem que meter o bico, se o poder emana do povo, que é o legislativo e o executivo.... Fiquei meio perdido nesse julgamento...

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    • Paulo César Santos de Assis São Francisco de Paula - MG

      O que é isso???! O código florestal já foi decidido e nós, produtores, estamos deixando de produzir.... Essas ONGS são comunistas e querem acabar com a propriedade privada. O homem do campo sabe o que se deve proteger. Minhas terras tem 21 por cento de averbação e para formar pastos, lavouras, etc tem que pedir licença ao IEF, e isso é um protocolo danado. Sem comida,os brasileiros morrerão de fome e os fazendeiros irão migrar para as cidades maiores. Chega de entrometerem nas terras da gente. Chega de Comunismo!

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    • Rozimar Ewald

      É só deixar as cidades desabastecidas, aí rapidinho mudam as leis. Se continuarme assim, pondo obstáculos para quem alimenta esse país, o Brasil logo vai estar como a Venezuela..., é isso que essas ONGs querem.

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    • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

      E onde anda...CNA...aprosoja...bancada ruralista...comendo mosca...outra coisa...quem aprova os nomes dos ministros são os senadores...onde estão os tais senadores...escolhem ministros do STF que não sabem da realidade rural...e ai qualquer esquerdista ideológico entra com qualquer ação os marionetes de preto decidem contra os produtores rurais...querem um exemplo....onde estão após...reserva legal nas cidades...na cidade e normal....na roca não e?????

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    • ademar edo schmidt TRES DE MAIO - RS

      Realmente votações de leis nos últimos anos se baseiam em reforma previdência e código florestal, tudo para acabar com pequeno agricultor, o mesmo vai inchar a cidade e aí? Comida vem da agricultura familiar, não de juízes medíocres. Eu particularmente acredito em propina externa para que ocorram tais leis...

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    • Tiago Carvalho Assis - SP

      pessoal por favor leiam novamente os textos acima. as ongs nao vao retirar as terras de vcs, nem podem, a finalidade delas é lutar pra que o mundo nao acabe em nada, a exemplo do greenpeace, assim fica dificil né, ... agora a minha opniao como produtor rural deste país é: que realmente precisamos e temos a necessidade de recuperar areas degradadas, pois vai chegar o tempo que vamos semear e nao vamos colher, a cada ano as pragas estao mais resistentes, ja quase nao existem moleculas ou materia prima para defensivos, sem dizer as secas ou chuvas exageradas, todos ue produzem sabem disso, " bom depois dos comentarios acima, nem todos né", pois alguns só pensam em lucro. mas enfim, o produtor sofre de todos os lados,quando nao com burocracias desnecessarias, com altos custos, impostos, etc...tirando a politica de lado, pensem bem, é melhor continuar produzindo do que ver nosso chao destruido.

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