Aldo Rebelo diz que ambientalistas não pensaram no interesse nacional na discussão do Código Florestal

Publicado em 27/05/2011 10:04 849 exibições
Para o deputado, ONGs fizeram lobby para criar uma legislação “fabricada em gabinetes”
O deputado federal Aldo Rebelo criticou nesta quinta, dia 26, a atuação das organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas, principalmente as internacionais, nas discussões do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, do qual foi relator e que foi aprovado esta semana na Câmara dos Deputados. Para o deputado, essas ONGs fizeram lobby para criar uma legislação “fabricada em gabinetes”.

– Greenpeace, WWF e outras organizações dessa natureza não pensam [sobre os interesses nacionais]. Imaginavam que poderiam submeter ou continuar submetendo o Brasil a uma legislação fabricada em gabinetes, que coloca na ilegalidade 100% dos agricultores do Brasil – disse o deputado.

Aldo Rebelo disse, em São Paulo, que o conflito surgido na discussão sobre o Código se deveu, especialmente, ao lobby ambientalista.

– Quando os agricultores se dispuseram a ceder, a compreender as exigências de proteção ambiental, o lobby ambientalista, principalmente o internacional instalado no Brasil e que se habituou durante 20 anos a usurpar da Câmara o direito de legislar essa matéria, não estava disposto [a ceder]. Resistia a aceitar que os representantes do povo retomassem o direito de legislar sobre uma matéria de interesse nacional. Esse é que foi o conflito – afirmou o relator da matéria na Câmara.

Aldo também criticou a atuação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) nessa discussão.

– A SBPC, quando foi convocada pela comissão especial, negou-se a comparecer dizendo que não tinha posição. Quando foi procurada pelo lobby ambientalista, que paga alguns pesquisadores, a SBPC resolveu manifestar-se. Por que não se manifestou quando a Câmara a convidou oficialmente na comissão especial? – questionou o deputado.

Procurada pela Agência Brasil, a SBPC respondeu, por meio de nota, que “nunca houve convite oficial por parte do Parlamento Nacional” para que entidades da comunidade científica participassem das discussões sobre o substitutivo do Código Florestal. Segundo a SBPC, a participação ocorreu motivada pela própria comunidade científica, que resultou num grupo de trabalho que publicou o livro O Código Florestal e a Ciência - Contribuições para o diálogo. A SBPC também afirmou que concorda que o Código Florestal precisava de aprimoramentos, mas que solicitou mais dois anos para discutir o documento.

“A SBPC e a ABC (Academia Brasileira de Ciências) consideram precipitada a decisão tomada na Câmara dos Deputados, pois não levou em consideração aspectos científicos e tecnológicos na construção de um instrumento legal para o país”, concluiu a entidade em nota a nota.

A WWF, não respondeu à solicitação de informações feita pela Agência Brasil, que também procurou a representação do Greenpeace no Brasil, mas não encontrou quem respondesse formalmente pela ONG.
Fonte:
Agência Brasil

5 comentários

  • Luiz Prado Rio de Janeiro - RJ

    Mario Guimarães e todos -Eu mandei legendar a peça publicítária dos ruralistas norte-americanos e a coloquei no YouTube:

    http://www.youtube.com/watch?v=hNAFL8dyZ0U e escrevi no meu blog sobre o assunto - www.luizprado.com.br.

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  • Luiz Prado Rio de Janeiro - RJ

    Os ongueiros agora se escondem. Já a SBPC - que tem alguma tradição em congressos (ainda que só em congressos acadêmicos) não precisaria ter esperado convite nenhum, já que TODO MUNDO sabia que o assunto estava sendo discutido. Se não participou em tempo hábil, omitiu-se, o que é mais a característica da SBPC. Já a ABC, bom, talvez essa estivesse preocupada demais com a preparação o coquetel que deu no Golden Room do Copacabana Palace na posse de sua nova diretoria. Fora o que, essas ONGs ambientalóides NUNCA se preocuparam com o interesse nacional ou com processos democráticos. Sempre preferiram os gabinetes, os bares da moda, os conceitos vagos, as doações de procedências não reveladas, as Medidas Provisórias, os conchavos.

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  • mario guimarães rio de janeiro - RJ

    Voces conhecem o livro, "FAZENDAS CÁ E FLORESTAS LÁ' ? Êsse livro existe, e foi publicado nos Estados Unidos, com patrocínio poderoso, O "lá" a que esses safados se referem, é a América do Sul, é o nosso Brasil. Alguém tem mais notícias, ou detalhes, sobre êsse livro ? Caso queiram saber mais, posso fornecer mais detalhes. A QUEM INTERESSA DESTRUIR A PRODUÇÃO RURAL BRASILEIRA ? Qual o motivo de tanta desinformação ? Um abraço do MARIO GUIMARÃES.

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  • luiz simoni Umuarama - PR

    A WWF deveria protestar na porta da casa da Rainha da Inglaterra pois o Reino Unido tem sòmente 11% do seu território coberto com florestas nativas.

    A população inglesa fica pagando a manutenção daquelo reinado babaca, o Reino Unido está quebrado e esses piratas espertalhões saem pelo mundo picareteando ilusão. Semelhante ao que acontecia no Brasil Colônia, Portugal saqueava ouro aqui, os Ingleses assaltavam o navio próximo da Europa e ficavam com tudo. Estes caras têm que aprender isto aqui não é mais colônia. Pais que vende crédito de carbono é gigolô de poluidor. Se é que as florestas funcionam como despoluidoras do ar, as nossas, deveriam compensar a nossa emissão de carbono. não a dos outros. E vamos ter que aumentar muito a nossa emissão, para elevarmos a condição de vida da nossa população.

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  • José Armando Nogueira Salvador - BA

    Se não houvesse uma defesa coerente, destemida como a de Aldo e outros defensores da legalidade dos produtores, como a Senadora Kátia Abreu, até a soberania nacional estaria em jogo. Exagero? Não. Vamos imaginar o seguinte: digamos, uma ONG brasileira que fosse criada com nome genuinamente nosso, como Jabuticaba, por exemplo. Nós iríamos tentar interferir no Parlamento Britânico exigindo que a Realeza acabe com as caçadas tradicionais do Reino. Ou, encabeçaríamos um movimento para a eliminação dos vinhedos franceses das encostas vinícolas de lá. A nossa suposta ONG brasuca não passaria da alfândega para tentar entrar naqueles paises com nossos panfletos, bugigangas estilo Greenpeace e por aí vai. No entanto, as ONGs internacionais são recebidas por autoridades brasileiras, se instalam em ministérios, secretarias de governo, entram no espaço do Congresso Nacional, pautam a imprensa que, apropriadamente o jornalista Reinaldo Azevedo chama de "verdopatas" e criam o discurso da discórdia, defendendo não interesses da humanidade, mas interesses de quem não quer ver o Brasil triunfar. O produtor brasileiro responsável sabe que precisa preservar o seu maior bem: a natureza. Ninguém melhor para entender essa importância. Não precisamos aprender essa lição com quem não cuidou do seu espaço, como diz artigo da Senadora Kátia Abreu: "por que não reflorestam as margens do Douro, do Elba, do Tâmisa, do Arno, do Danúbio." É isso, não podemos permitir que nos tirem o direito de legislar dentro do nosso próprio país.

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