Código Florestal: Ambientalistas se mobilizam para barrar aprovação da nova lei

Publicado em 07/06/2011 14:53 e atualizado em 07/06/2011 15:45
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Marina Silva quer coletar 1 milhão de assinaturas para barrar Código Florestal

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva lançou hoje (7), durante reunião do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma campanha que pretende coletar 1 milhão de assinaturas contrárias ao texto do novo Código Florestal, na forma como foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

A mentalidade dos brasileiros é melhor do que a do Congresso que votou esse projeto. Devemos sair daqui para ir além da agenda de conversas com líderes, partidos e com a presidenta Dilma Rousseff, para cumprir a agenda Um Milhão contra a Devastação, disse Marina.

Segundo a ex-ministra, o esforço de coletar 1 milhão de assinaturas contra o código e de organizar manifestações públicas será fundamental para dar respaldo àqueles que decidirão sobre a forma como o novo código será aprovado. Tudo depende de uma sustentabilidade ética e política. Devemos fazer um esforço para dar sustentabilidade política aos senadores para que mudem o projeto. E se não der, vamos dar sustentabilidade política para que a presidenta Dilma o vete, enfatizou Marina.

A atriz Christiane Torloni, que representa o Movimento Amazônia para Sempre, lembrou da época da campanha Diretas Já, pela redemocratização do país, movimento do qual participou. Na época, conseguimos colocar mais de 1 milhão de pessoas nas ruas. Acho isso perfeitamente viável, para convencer aqueles que têm de ser convencidos e de constranger aqueles que têm de ser constrangidos, disse a atriz.

Estamos em algo semelhante ao movimento Diretas Já porque trata-se de decidir o que fazer com a democracia. Temos de avançar e não retroceder nas conquistas que já tivemos, avaliou Marina Silva. Ela ressaltou que o Código Florestal não trata de uma questão puramente ambiental. É o encontro da economia com ecologia, disse a ex-ministra pouco antes de classificar a Semana do Meio Ambiente como uma das mais tristes da história.

Ela reiterou as críticas à violência contra lideranças rurais que há tempos é praticada na Região Norte. Essas pessoas morreram em nome dessa legislação que corre o risco de ser revogada [caso o Senado aprove o Código Florestal assim como passou na Câmara]. [Se aprovado o projeto] acabaremos com a base legal que defende as populações. As pessoas estavam vulneráveis, mas pelo menos a lei estava do lado delas, argumentou a ex ministra.

Integraram o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), a Associação Brasileira de Imprensa e a SOS Amazônia.
Fonte: Agência Brasil

3 comentários

  • Paulo Cézar Krauspenhar Posse - GO

    Eu queria saber o que um "ambientalóide" come, porque leite, carne, pão, arróz, feijão e macarrão por exemplo, não dão em copas de árvores. Ja que são tão contra o desmatamento deveriam dar o exemplo e comer apenas folhas.
    Façam uma uma campanha seus "pré-históricos", comecem a comer apenas folhas e talvez vocês terão alguma moral pra falar de proteção ao meio ambiente e desmatamento. Falar é fáciL...

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  • JUSTINO CORREIA FILHO Bela Vista do Paraíso - PR

    Senadora Katia Abreu, vamos através da CNA coletar 10milhões ou mais de assinaturas em favor do desenvolvimento do nosso País.

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  • Claudio Luiz Galvão Cuiabá - MT

    E ai produtores vamos esperar o que? uma atriz decadente organizar o que nós já deviamos ter feito!! e olha que se nós produtores quisermos e tivermos uma liderança que nos ajude a organizar um abaixo assinado, com certeza teremos no minimo 10 milhões de assinaturas, pois é nossa sobrevivencia no campo que estes ecologistas mal intencionados estão tentando acabar, se ficarmos esperando veremos eles estender a bandeira do grenpeece em cada sitio deste Brasil " PROPRIEDADE DE INTERRESE PUBLICO, PROIBIDO ENTRADA DE SERES HUMANOS BRASILEIROS, PRINCIPALMENTE AGRICULCULTOR.

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