CF: Professor da Esalq critica redução de área protegida

Publicado em 27/09/2011 11:46 433 exibições
Norma que determina a definição de mata ciliar a partir do leito regular dos rios, incluída no projeto de reforma do Código Florestal Entenda o assunto (PLC 30/2011) para alterar a regra em vigor que determina que seja a partir do leito maior, no período de cheias, foi criticada pelo professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP).

Ao falar aos senadores em debate conjunto das comissões de Meio Ambiente (CMA), de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), o pesquisador explicou que, se virar lei, a norma representará uma redução das Áreas de Preservação Permanente (APP).

Ele também se posicionou contra a dispensa de recuperação de reserva legal em pequenas propriedades, conforme proposto no projeto aprovado na Câmara e que tramita no Senado.

Conforme ressaltou, as APPs ao longo dos rios exercem papel de filtro para conter sedimentos, reduzindo em até 97% o carreamento de resíduos para os cursos d'água, além de contribuir para impedir a poluição dos recursos hídricos e para impedir a erosão do solo.

Rodrigues também destacou a importância da reserva legal, destacando o papel das matas como corredores ecológicos, essenciais para sobrevivência das espécies. Também frisou que mesmo pequenos fragmentos são essenciais, atuando como trampolins ecológicos. Ele citou o uso desses fragmentos por morcegos que fazem a dispersão de sementes e por insetos responsáveis pela polinização.

- A maioria de nossas culturas depende de polinizadores que têm abrigo nas áreas de preservação - disse.

O professor disse considerar um equívoco liberar pequenas propriedades da recuperação de áreas de reserva legal. O especialista cita estudos mostrando que o agricultor poderá ter com a exploração de reserva manejada um rendimento superior, por exemplo, à exploração de laranja e milho.

Fonte:
Agência Senado

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7 comentários

  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    Menezes, o enfoque sistêmico implantados no seu tempo de pesquisador, produziu avanços tecnológicos, que continuam receber tua contribuição como profissional na concepção de sistemas de produção rural dos mais avançados do mundo. Lamentavelmente, teses ambientais contundentes desestimulam a continuidade do enfoque sistêmico da pesquisa rural do país. Não levam em conta, por exemplo, a evolução dos seres vivos, ao exigir a preservação da biodiversidade original em cada propriedade, ao invés de atribuir esta tarefa aos Parques Nacionais estabelecidos nos diferentes domínios ecológicos brasileiros. Desconhecer a existência da seleção natural como regra, excluindo também a produção rural em escala como sina, não é cientificamente aceito. Os rios todos possuem margem esquerda e margem direita, exigir 30 metros de mata ciliar para cursos de águas de até três metros de largura, a verdade precisa dita, a exigência são 60 metros que precisa ser abolida no novo Código Florestal

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  • José Roberto de Menezes Londrina - PR

    Parabéns. Dr. Gaudêncio, renomado pesquisador com uma vida dedicada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias para o manejo integrado dos agrossistemas brasileiros. Em relação ao Código Florestal, a Brasília–Bedrock segue o exemplo Europeu, onde o trabalho escravo dos homens de três dólares sustenta o luxo e o ócio dos homens de 100 dólares. (YUANEURO) Em pleno Século XXI, as autoridades do asfalto vão aprovar um código Florestal pautado em tecnologias dos homens das cavernas, do oportunismo dos espertos e das maldades dos filhos do ócio. A RESERVA LEGAL (ilegal) reivindicada pelos ricos, e a ser aprovada pelo Congresso Nacional é um crime contra a humanidade. É muito feio criar leis para roubar pobre. Os netos não terão orgulho dos avôs.

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  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    Na constituição de ecossistemas rurais mais avançados do mundo, aqui os que tratam do meio ambiente ignoram o ganho da pesquisa agropecuária brasileira nas ultimas décadas. Lamentavelmente, teses ambientais contundentes desestimulam a continuidade do enfoque sistêmico da pesquisa rural do país. Não levam em conta, por exemplo, a evolução dos seres vivos, ao exigir a preservação da biodiversidade original em cada propriedade, ao invés de atribuir esta tarefa aos Parques Nacionais estabelecidos nos diferentes domínios ecológicos brasileiros.

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  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    Para proteger os continentes, as gramíneas são essenciais, por estar em processo contínuo de crescimento e, através da fotossíntese, diminuindo as emissões de gás carbônico através do acúmulo de material orgânico nos tecidos e nos grãos. Ao contrário das espécies florestais que, ao atingir seu clímax vegetativo, cessam de contribuir nesse sentido.

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  • Flavio Schirmann Formigueiro - RS

    Nenhum paulista tem "moral" para falar em Área de Preservação Permanente enquanto não recuperarem a mesma no rio Tietê, transformado em esgôto à céu aberto. Façam o "dever de casa" depois venham dar "pitaco" no que é alheio...

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  • Celso de Almeida Gaudencio Londrina - PR

    Prof. Ricardo Ribeiro Rodrigues todo rio tem margem direita e margem esquerda exigir 30 metros de APP, na verdade a exigência é de 60 metros, que para cursos de água até 3 metros de largura é muito e tem que ser modificado. As florestas desempenham funções importantes ao micro clima, proteção das fontes e da alimentação do lençol freático. Para conceber um sistema de produção de alimentos ou de outros produtos do campo, deve-se em primeiro lugar atentar pelo fluxo de água na propriedade. Quando uma área é alterada por obras como edificações, estradas... devem estar protegidas preferencialmente por gramíneas apropriadas e não por concentrações de arvores. As áreas florestadas a água das chuvas são infiltradas acima da capacidade de campo e quando ocorre uma tromba d’água ou o solo alterado pela ocupação humana ficam sujeitas aos deslizamentos de terras e de árvores, foi o que ocorreu no Rio em Ilhota. Todo meu posicionamento é baseado no tempo em que fui profissional estritamente técnico em sistemas de produção vegetal, dentro ao enfoque sistêmico

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  • Paulo de Tarso Pereira Gomes Brazópolis - MG

    Me desculpe professor, quanta inverdades você disse, isso cheira má fé, própria dos fundamentalistas nazistas que fazem da mentira sua maneira de covardemente prejudicar os "outros "no caso os Agricultores Brasileiros e os pobres famintos da Africa.

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