Feijão, por Ibrafe: Empacotadores estão preocupados com as margens

Publicado em 27/11/2020 11:28

Empacotadores estão preocupados com as margens que estão desaparecendo. Normalmente concordam que um número acima de R$ 200 é interessante, tomando por base preços do ano passado. Mas, ao passar de R$ 300, as coisas se complicam, e muito. O volume de venda obviamente diminui para equilibrar a oferta e a demanda, mas ocorre também que, em um ano complicado como esse, os compradores do varejo se fazem de cegos e surdos e até para marcar hora com o vendedor das marcas. Enquanto isso, por e-mail, enviam solicitação de entregas ao preço anterior. A negociação, se sempre já é difícil, com inflação batendo forte fica um pouco pior. O Feijão-preto voltou a ter negócios entre R$ 310 e até R$ 335. Esteja certo que uma parte importante do Feijão-preto que está chegando no Brasil este ano fez um caminho pouco ortodoxo e muito arriscado dentro da Argentina. Ocorre que a diferença entre câmbio paralelo e oficial está em 100% e assim o produtor quer pagamento, lá no norte do país, em dólar papel. Imagine a dificuldade e o risco de levar dinheiro em malas para comprar Feijão. Esta é apenas uma curiosidade para quem desconhece o quanto está complicado para abastecer o mercado nacional de Feijão-preto, alubia, vermelho e rajado desde aquele país.

Fonte: Ibrafe

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