IAC se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Publicado em 05/01/2026 14:49

Com pesar, o Instituto Agronômico (IAC) comunica o falecimento do pesquisador aposentado Luiz D’Artagnan de Almeida, ocorrido em 2 de janeiro de 2026. Ele foi o responsável pela avaliação e difusão do feijão Carioca, que revolucionou a mesa dos brasileiros.

D’Artagnan, como era conhecido, ingressou em 1967 no IAC, vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde trabalhou até a aposentadoria, em 2002. O pesquisador atuou na antiga Seção de Leguminosas.

Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura, da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), enviou grãos listrados de feijão, que viriam a ser popularmente conhecidos como feijão Carioca. O material foi analisado pelos pesquisadores D’Artagnan, Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. Eles foram os responsáveis pelas primeiras avaliações agronômicas e culinárias do material.

Em 1969, a variedade Carioca foi oficialmente lançada, sob a responsabilidade direta do pesquisador D’Artagnan, sendo incluída no projeto de produção de sementes básicas da CATI.

 Na década de 1970, iniciou-se o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca tornou-se a preferida pelos brasileiros, representando 66% do consumo nacional. Esse resultado do IAC revolucionou o mercado de feijão em qualidade e produtividade.

Por sua contribuição científica, o pesquisador ficou carinhosamente conhecido como o “pai do Carioquinha” e recebeu diversas homenagens.

Fonte: IAC

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja fecha semana com portos testando R$ 138/sc, acima da paridade; milho tem pressão mais acentuada
Soja fecha semana com portos testando R$ 138/sc, acima da paridade; milho tem pressão mais acentuada
Santa Catarina avança na preparação do solo para receber próxima safra de arroz
IAC comemora 139 anos com feijão gourmet tolerante ao escurecimento do grão
Chuvas no Paraná limitam colheita do milho e aumentam risco de doenças no trigo
Feijão/Cepea Qualidade dos lotes sustenta valorização