Leite: Produtores de Goiás ganham nova linha de crédito

Publicado em 14/03/2012 08:07 384 exibições
O Governo de Goiás, através da GoiásFomento, lançou na manhã desta terça-feira (13), o Crédito Rotativo ao Agronegócio. O objetivo da nova modalidade de financiamento é liberar linhas de crédito no valor de R$ 3,7 milhões específicas para os produtores de leite, com condições diferenciadas e facilidade na contratação.

O presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner, acredita que a medida vai refletir em toda a cadeia produtiva do leite porque resolve um grande gargalo do produtor rural, a falta de crédito. “Será uma operação muito simplificada. O produtor irá até o laticínio que possui contrato com a GoiásFomento. Lá, ele fará seu pedido de crédito e essa indústria repassa diretamente o recurso. Será um atalho à burocracia que muita vezes dificuldade a vida do pecuarista”, explica José Mário.

Ele ressalta ainda que a medida faz com que a cadeia leiteira goiana, presente em 60 mil propriedades rurais e responsável por 220 mil empregos, crescerá ainda mais alavancando uma maior produção, maior geração de empregos e arrecadação impostos. “O Estado tem uma economia alicerçada basicamente na agropecuária. Essa nova modalidade de crédito irá oferecer oportunidade para o produtor ser mais competitivo e aumentar sua produção. Teremos um crescimento da cadeia. Assim, serão desenvolvidos também os municípios, trazendo mais riquezas para Goiás”, ressalta o presidente do Sistema.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, lembrou do compromisso firmado em junho do ano passado durante o evento Dia Mundial do Leite, quando foi anunciado mais financiamento para o setor leiteiro. “Nós estamos hoje fazendo justiça ao setor que, ao longo do tempo, sustentou o desenvolvimento e a geração de empregos no Brasil e em Goiás”, ressaltou o governador.

ICMS negativo

O governador disse ainda que está atuando para firmar acordo para equacionar isonomia tributária do leite entre Goiás, Minas Gerais e São Paulo, por meio de uma política diplomática, mas que caso não haja consenso entre os três Estados, não descarta a possibilidade de implantar em Goiás o ICMS negativo. “Tentaremos resolver isso harmoniosamente ou serei obrigado a praticar o ICMS negativo, para não deixar nossa indústria e o nosso produtor sem condições de ser competitivos. Vamos perder R$ 30 milhões de arrecadação, mas vamos fazer viver o produtor e o industrial do leite”, prometeu Marconi.

O governador informou também aos produtores que está trabalhando para solucionar outro problema enfrentado pelo produtor rural, o escoamento da produção. Ele destacou que estão sendo firmadas parcerias com as prefeituras para a reconstrução de estradas vicinais e pontes através de convênios com o Banco Mundial.

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Faeg/Senar

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