Suinocultura Hoje: Produtores apostam na agregação de valor para obter renda

Publicado em 17/04/2012 10:58 412 exibições
Um avanço surpreendente. Evolução que foi aprimorada através do manejo da produção, conhecimento repassado por gerações de suinocultores. Nas propriedades em que o filho escolhe permanecer na atividade, a esperança renasce, o foco torna-se um grande aliado da atividade suinícola e promove crescimento. “Aqui em nossa granja, apostamos em um projeto grandioso, por alguns anos teremos dificuldades, mas em pouco tempo, a propriedade estará nas mãos do meu filho, futuro médico veterinário, e isso para mim é um orgulho, deixar meu filho seguindo a atividade”, destaca o suinocultor, Antônio Pizzato.
Orgulho que a maioria dos suinocultores catarinenses gostariam de sentir de seus sucessores. Mas nem todos apostam em projetos grandiosos como o da família Pizzatto. Na propriedade deles, a suinocultura ganha um novo perfil, sai do padrão da maioria das granjas, criadas há décadas e constituídas pela agricultura familiar, e passa para o nível de grande produção com venda e recebimento garantido.
A nova granja foi construída com o que há de melhor em termos de estrutura e soluções tecnológicas. Mas além dos equipamentos avançados para a criação normal dos animais, a preocupação com o Meio Ambiente e a Autosustentabilidade da nova propriedade pediu outro tipo de investimento. Um Sistema de Compostagem de Dejetos de Suínos. Capaz de dar um destino correto para mais de 40 metros cúbicos diários. Atenderá a demanda de 2,6 mil matrizes da nova granja.  Investimento de 300 mil reais para a propriedade. Mas que possui benefícios e oferece soluções importantes. “A Região Oeste de Santa Catarina está saturada pela suinocultura, falta áreas de terra disponíveis, por isso o Sistema de Compostagem é um aliado e soluciona esse problema”, acrescenta o filho de Antônio, Rodrigo Pizzato.  As vantagens da compostagem podem ser observadas em várias propriedades no país. A adoção do sistema já foi feito por centenas de produtores. O Projeto iniciou em 2007, tecnologia criada em Santa Catarina.
É uma fonte de renda para o suinocultor. Nas mãos o produtor sente se o adubo está pronto para a venda. Resultado de um processo que leva em média quatro meses e meio. Trabalho que exige atenção diária, mas que oferece retorno. “Na granja é necessário que uma pessoa se responsabilize pelo sistema, diariamente é preciso seguir as recomendações para que o sistema funcione”, orienta o suinocultor Rene Bianchini. 
Irmão de Rene, Renato é responsável pela compostagem na granja. São 40 anos de trabalho na propriedade, que possui 950 matrizes e nove funcionários. Para ele o sistema é viável. “São quatro horas por dia, gerando renda para a propriedade, através do produto final, o adubo saudável”, destaca.
Para funcionar, todo o dejeto da propriedade precisa ser canalizado e concentrado e um local específico. De lá, o resíduo mais líquido é conduzido para os tubos da compostagem. Em funcionamento, o equipamento distribui o dejeto sobre a serragem e maravalha, que no mesmo momento é misturado por completo, promovendo o processo de adubação. “Com a compostagem, o dejeto é fermentado, através da ação de bactérias aeróbicas, promove a degradação do material rico em carbono, iniciando o processo de adubação”, destaca o engenheiro agrônomo Felipe Penter.
Consciência que precisa ser reconhecida. Investimento que sai do bolso dos suinocultores para benefício de toda a sociedade. “Ninguém pode pensar que os produtores de suínos são criminosos, prejudicam o Meio Ambiente, não é assim, os suinocultores são aliados, promovem um interior que é exemplo mostrar para a cidade, pois o Meio Ambiente, a água está em primeiro lugar para a suinocultura”, garante Antônio Pizzato.
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ACCS

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