Suíno Vivo: Três estados registram aumento de preço nesta semana, com redução na oferta

Publicado em 20/05/2016 18:05
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A combinação de redução no volume de animais abatidos e a chegada do frio - impulsionando o consumo - colaboraram para a elevação nas cotações nesta semana, após consecutivas quedas. São Paulo, Rio Grande do sul e Minas Gerais registraram alta de 10%, 6,45% e 7,69%, respectivamente.

Na segunda (16) São Paulo e Rio Grande do Sul sinalizam melhora. No mercado gaúcho, a bolsa de suínos indicou alta de R$ 0,20 na referência, passando de 3,10/kg para R$ 3,30/kg. Enquanto que a cotação agroindustrial média do suíno ficou em R$ 2,78/kg, segundo informações a ACRURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul).

Em São Paulo a APCS (Associação Paulista dos Criadores de Suínos) informou alta de R$ 0,32 no quilo do animal vivo. Assim, os negócios no estado saíram de R$ 3,15/kg para R$ 3,47/kg neste início de semana.

Na terça-feira (17) a Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (ASEMG) registrou um aumento de R$0,25 5g/vivo – equivalente a 7,69% - fechando em R$ 3,50 Kg/vivo a bolsa mineira – aumento relativo ao preço de R$ 3,25/kg acordado no Estado na semana anterior.

Segundo levantamento do Notícias Agrícolas em Santa Catarina a cotação permaneceu em R$ 3,00/kg, seguido do Paraná com R$ 2,81/kg, Mato Grosso em R$ 2,63/kg, Mato Grosso do Sul com R$ 3,45/kg e, Goiás fechando a R$ 3,25 o quilo do animal vivo.

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De acordo com o alerta de mercado do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) "a recuperação dos preços do animal vivo tem sido verificada em todas as regiões pesquisadas pelo Cepea – sendo as maiores altas registradas no estado de São Paulo. No atacado da Grande São Paulo, os preços das carcaças comum e especial também reagiram, retornando aos patamares nominais de fevereiro", destaca.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, "a tendência para o curto prazo é de que os preços continuem nos mesmos patamares registrados na semana”, afirma. Ainda assim, a situação segue complicada no mercado interno, "por conta dos altos custos de produção, mas ao menos o setor conseguiu estancar um pouco as perdas", completa.

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Custos

Apesar da melhor relativa nas cotações, as altas significativas na saca do milho têm deixado os suinocultores de todo o país em situação dramática.

De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (20) pelo CIAS (Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa) o custo de produção do suíno voltou a subir em abril, depois de registrar queda em março.

O ICPSuíno chegou a 224,24 pontos, novo recorde histórico do índice. Mais uma vez, o aumento dos custos com nutrição (2,71%) foi o maior responsável pela alta. Também influenciaram os gastos com transporte (0,23%). Em 2016, o índice acumula uma inflação de 9,89%. Nos últimos 12 meses, o ICPSuíno/Embrapa chega a 24,63%.

Em São Paulo, a relação de troca arroba suína/milho alcançou um dos piores patamares da história. De acordo com levantamento da APCS atualmente é possível comprar com uma arroba suína apenas 1,4 sacas de milho, enquanto que tradicionalmente a relação era de 2,4 scs/@.

"Na região de Campinas (SP) a saca do cereal é comercializada a R$ 53,00, o farelo de soja em torno de R$ 1.300,00/t. Assim, o custo de produção chega a R$ 75,00 por arroba", explica o presidente da APCS Valdomiro Ferreira.

E mesmo com a alta de R$ 0,32/kg em relação ao preço anterior, os suinocultores paulistas ainda amargam um prejuízo de R$ 53,00 por animal vivo comercializado no mercado independente. Diante desse cenário, Ferreira afirma que muitas granjas já estão deixando de alocar e abatendo matrizes e, entregando animais mais leves, fatores que criando um desequilíbrio de oferta.

Para atenuar disponibilidade do cereal em algumas regiões, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) vai contratar serviços de frete para atender localidades onde o produto está mais em falta.

O edital do leilão de frete, que será realizado dia 1° de junho (aviso 74), prevê a remoção do produto a granel (52,4 mil toneladas) e ensacado (237 toneladas), num total de 52,6 mil toneladas.

"Receberão o produto, para comercialização por meio do Programa de Vendas em Balcão, os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, além de Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Goiás" destaca a Companhia.

Exportações

O desempenho dos embarques brasileiros segue positivo neste mês. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), até a segunda semana de maio (10 dias úteis) o país exportou 27,2 mil toneladas de carne suína 'in natura', com uma média de 2,7 mil t/dia.

Considerando o igual período de abril/16 e maio/15, o volume corresponde a um avanço de 3% e 33,8% respectivamente.

Em receita, os embarques resultaram um saldo de US$ 54,4 milhões - equivalente a US$ 5,4 milhões/dia.

>> Confira a cotação completa do suíno.

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Por: Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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