Organização mundial reconhece Paraná como área livre da peste suína clássica

Publicado em 30/05/2016 07:39
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A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) reconhece oficialmente o Paraná como Área Livre de Peste Suína Clássica. O ato de reconhecimento aconteceu em Paris, durante reunião anual da OIE na quinta-feira (26), com a participação dos seus 180 países membros. O Paraná é o terceiro maior estado produtor de carne suína do Brasil. Em 2015 produziu 676,3 mil toneladas de carne e exportou 64,4 mil toneladas.

A concessão do reconhecimento é mais um passo para ampliar as possibilidades de a indústria elevar o volume de exportação, que atualmente está em torno de 10% em relação ao volume de carnes produzido no Estado. O reconhecimento internacional de doenças de importância para o mercado mundial, acontece anualmente, sempre no mês de maio, durante a Assembléia Geral da OIE. Junto com o Paraná, são 14 estados brasileiros e mais o Distrito Federal que obtêm esse reconhecimento, neste ano.

A OIE representa o braço técnico da Organização Mundial do Comércio (OMC), cujas recomendações servem de referência para os mercados internacionais decidirem sobre comércio de animais e produtos de origem animal.

Para o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, esse reconhecimento, chancelado por 180 países, atesta a robustez da defesa agropecuária e fortalece as operações comerciais com animais e produtos de origem animal no mercado global.

A peste suína clássica já está erradicada no Paraná desde 1994, quando o Estado foi reconhecido oficialmente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), junto com os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, como área livre da doença. Mas desde 2005 a OIE decidiu que a partir de 2015 adotaria o sistema de reconhecimento regional para essa doença, a exemplo do que já faz com doenças aviárias (como a doença de NewCastle) e a febre aftosa.

Medidas

O Paraná se preparou para apresentar o pleito com mais intensidade nos últimos anos, informou Kroetz. “Para isso foi necessário adotar medidas de biossegurança nas granjas, controle e monitoramento mais rígido no trânsito de animais, e vigilância sanitária por meio de testes laboratoriais. Essas ações fazem parte de um conjunto de requisitos que obrigatoriamente são apresentados à OIE”, disse ele.

Leia a notícia na íntegra no site Gazeta do Povo.

Fonte: Gazeta do Povo

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