ACCS reivindica reunião com o ministro Blairo Maggi

Publicado em 30/05/2016 08:36
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A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) trabalha diuturnamente para aliviar a crise no setor, que amarga os altos custos de produção e a baixa remuneração pelo quilo do suíno. Durante a semana, o presidente Losivanio Luiz de Lorenzi encaminhou um ofício para as principais lideranças políticas solicitando uma audiência com o Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, e com o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 

O objetivo do encontro com o ministro é reivindicar, mais uma vez, a isenção do Pis/Cofins na importação do milho dos países do Mercosul, além da remoção de mais cereal através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - benefícios garantidos pela ex-ministra Kátia Abreu em audiência com lideranças políticas catarinenses no dia 6 de abril, mas que até o momento não foram cumpridos.

Na época, foi assegurado que os suinocultores poderiam ampliar a aquisição do milho subsidiado de seis toneladas para 15 toneladas. Contudo, conforme o documento da ACCS, além da medida não se tornar realidade, os produtores encontram diversas dificuldades para fazer o cadastro na Conab para adquirir as seis toneladas. 

Outro compromisso assumido pela ex-ministra e que centenas de suinocultores aguardam com grande expectativa é a ampliação da linha de crédito para retenção de matrizes de 1,2 milhão para 2,4 milhões e que os animais sirvam como garantia do financiamento.

Pedido ao governo de SC

A ACCS solicita que o Governo de Santa Catarina permaneça com a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em 6% por pelo menos mais 60 dias. A medida visa garantir mais competitividade à proteína catarinense perante os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, que estarão com o imposto reduzido até 2017.

Crise anunciada

O presidente da ACCS já havia alertado em 2015 que este ano seria de dificuldades para os suinocultores por conta do crescimento desordenado da produção. "Agora estão todos querendo que a ACCS faça um milagre para resolver o problema. O produtor precisa participar das atividades da entidade, não apenas nos momentos de crises", analisa Losivanio.

Trabalho diuturno 

Para buscar alternativas em benefício da classe, a ACCS esteve em 2016 três vezes na Casa Civil, duas vezes no Ministério da Agricultura, participou de uma audiência pública no Senado Federal, além de realizar diversas reuniões com os deputados estaduais e com representantes do Governo do Estado. 

"Nós não conseguimos nada de concreto devido a situação política que o país enfrenta. A ACCS consegue abrir os caminhos com as lideranças políticas, mas por conta do atual cenário de crise nacional, a entidade não consegue levar o que é prometido nas audiências. Não somos omissos e somos a única entidade do setor que está trabalhando em prol do setor com tanta ênfase", ressalta o presidente. 

Aquisição de milho do Paraguai

No decorrer da semana passada, o presidente da ACCS esteve no Paraguai para conhecer algumas regiões produtoras de milho e negociar a compra do cereal através da Cooperativa Agroindustrial dos Suinocultores Catarinenses (Coasc). "Ainda estamos acertando algumas burocracias, mas acredito que a partir de 20 de junho a gente consiga importar milho pela cooperativa, que será comercializado aos nossos associados", afirma Losivanio.

Oferta de milho deve melhorar 

O presidente da ACCS diz que recebe a ligação de várias trades para vender milho. "Isso mostra que nós temos um bom estoque de milho no país. Precisamos ter cautela e acredito que em meados de junho o milho seja vendido abaixo dos R$ 45,00. Dependendo do volume que a gente conseguir importar do Paraguai, Argentina e dos Estados Unidos com a isenção do Pis/Cofins, a gente vai conseguir ter o cereal abaixo dos R$ 40,00". 
 

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Fonte: ACCS

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