Suínos: preços atingem recordes nominais

Publicado em 28/11/2019 09:40

A oferta reduzida de animais para abate e as aquecidas demandas interna e externa têm impulsionado as cotações em toda a cadeia suinícola (suíno vivo, carne e cortes) neste final de novembro, segundo pesquisas do Cepea. As altas vêm sendo verificadas desde o final de setembro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea e têm levado os preços a patamares recordes reais. O aumento na procura doméstica se deve ao período de final de ano, quando atacadistas começam a formar estoques. Além disso, o preço recorde da principal carne concorrente, a carcaça casada bovina, tem feito com que consumidores migrem para outras fontes de proteína que apresentem valores mais competitivos. Quanto à maior demanda internacional, está atrelada aos contínuos surtos de Peste Suína Africana (PSA) na Ásia, que tem feito com que agentes dessa região – especialmente da China – aumentem as compras externas da proteína. O Brasil, vale lembrar, é o quarto maior exportador mundial de carne suína. No caso do animal vivo, os valores nominais de todas as regiões acompanhadas pelo Cepea atingiram recorde nessa quarta-feira, 27, considerando-se a série do Cepea, iniciada em março de 2002.

Fonte: Cepea

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Custos da ração pressionam a suinocultura e exigem estratégia do produtor em 2026
Chile habilita Núcleo Genético Gênesis para exportação de suínos de reprodução
Ucrânia pode perder até metade do rebanho suíno em 2026 com PSA e crise de preços
Carne suína registra avanço no preço externo no início de fevereiro
Exportações de carne de frango ganham ritmo em valor no início de 2026
Como estão os custos de produção na suinocultura?