Preço do frango vivo retrocede, a um só tempo, em São Paulo e em Minas Gerais

Publicado em 13/03/2020 08:35

Ontem, 12, tanto no interior paulista como em Minas Gerais, as cargas de frango vivo levadas à comercialização encontraram um mercado incapaz de sustentar os preços que vinham sendo praticados. Em resumo, nas duas praças a cotação-base retrocedeu de R$3,30/kg para R$2,25/kg, queda que não impediu a continuidade de negócios por valores inferiores.

De certa forma, o retrocesso era previsível - sobretudo em São Paulo – devido ao comportamento do frango abatido. Assim, após iniciar o mês com pequena valorização em relação ao fechamento de fevereiro (+2,33% se considerado o produto resfriado negociado no Grande Atacado da cidade de São Paulo), a ave abatida manteve o novo preço (R$2,35/R$2,45/kg)por apenas uma semana. Depois, retornou aos preços registrados no final do mês anterior.

Frente à ausência de reação em pleno período do pagamento de salários, os abatedouros integrados procuraram preservar o seu mercado. De que forma? Reduzindo os abates e colocando no mercado independente as aves vivas excedentes. Assim, o mercado que já operava com certa folga, viu crescerem as disponibilidades no decorrer da semana.

Aos valores básicos atuais (isto é, sem considerar os negócios efetivados com desconto), o frango vivo de São Paulo ainda registra valorização mensal de 1,5%. Mas o de Minas Gerais (que, um mês atrás, foi negociado a preços que, nominalmente, representaram um recorde histórico) enfrenta desvalorização superior a 7%.

Como, em termos anuais, o produto paulista registra variação de pouco mais de 3% e o mineiro de 1,5% (preços atuais contra os preços da mesma data de 2019), ambos perdem da inflação acumulada no período (IPCA) que, embora em queda, agora se encontra na casa dos 4%.

Pior, porém, é a violenta redução do poder aquisitivo do avicultor frente ao seu maior fator de custo. Pois – aos valores atuais e comparativamente à média de março de 2019 - enquanto o preço recebido pelo frango vivo evoluiu de R$3,23/kg para R$3,25/kg (ou seja, pouco mais de meio porcento), sua principal matéria-prima, o milho, alcança preços até 40% superiores.

Fonte: AviSite

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Exportadores de proteína animal projetam US$ 45,5 milhões após a Sial China 2026
Raças nacionais de suínos ganham atenção como saída para segurança alimentar e produtos de valor agregado
Influenza aviária registra novos focos em granjas da Ásia
Sindiavipar reforça padrão sanitário da avicultura brasileira diante de exigências da União Europeia
Agro do Espírito Santo recorre a estrangeiros para suprir falta de mão de obra
Peste Suína Africana avança na Europa e acende alerta na suinocultura