Para FAO, produção brasileira de carne de aves aumenta pouco mais de meio por cento em 2020

Publicado em 09/07/2020 08:41

Em seu recente Outlook 2020, a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) previu que no corrente exercício a produção mundial de carne de aves (essencialmente, de frango) aumentará perto de 2,5% no corrente exercício. Mas o Brasil, terceiro maior produtor mundial, tende a registrar crescimento bem menor , de apenas 0,6%.

Para a FAO, a China é o maior produtor mundial de carne de aves (mesmo considerados apenas os galináceos), pois, em suas estatísticas, o órgão não se limita a levantar a produção de aves híbridas, inclui também o frango caipira (para os chineses, frango amarelo, em oposição aos híbridos brancos).

Isso considerado, a produção chinesa estimada para o corrente exercício supera os 26,4 milhões de toneladas, volume que representa aumento anual de 12,32% - uma resposta à menor produção interna de carne de suína. Tal índice de aumento irá se traduzir por um volume extra próximo de 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, ou seja, superior, por exemplo, à produção total da Indonésia, oitavo maior produtor mundial. A produção prevista para a China também corresponde a quase um quinto da produção mundial de carne avícola.

Segundo colocado, os EUA tendem a manter estabilidade em relação a 2019, mas enfrentando um pequeno decréscimo – de 0,2%, o que representa cerca de 46 mil toneladas a menos.

A mesma estabilidade é prevista para o Brasil, mas em direção oposta à dos EUA, ou seja, com pequeno crescimento – adicional de 0,6%, o que corresponde a perto de 100 mil toneladas a mais que em 2019.

No quadro abaixo, os 15 maiores produtores de carne de aves apontados pela FAO. Notar que em apenas quatro deles (Índia, Turquia e Tailândia, além dos EUA) a produção de 2020 tende a uma redução. O principal motivo apontado é a queda de demanda – interna e/ou externa – em razão da Covid-19. Notar, também, que três deles estão colocados entre os cinco maiores exportadores mundiais do produto: EUA (2º maior exportador mundial, atrás apenas do Brasil), Tailândia (4º) e Turquia (5º).

Fonte: AviSite

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