Exportador argentino pede interferência do CAS para enfrentar exigências chinesas

Publicado em 31/07/2020 07:52

Em correspondência enviada ao Ministro da Agricultura da Argentina no início desta semana, exportadores argentinos de carnes pedem a interferência e o posicionamento oficial do Conselho Agropecuário do Sul (CAS) para poder responder às exigências que o governo chinês vêm impondo aos produtos agropecuários por ele importados.

Referem-se, no caso, à obrigatoriedade de apresentação de certificações privadas (isto é, não oficiais) de garantia da não presença do coronavírus nos alimentos exportados e, também, às desabilitações de estabelecimentos exportadores com casos de Covid-19 no pessoal de operação.

Para os exportadores, a China implantou um esquema de requisitos de importação injustificados e desproporcionais, da mesma forma que representam exercício de extraterritorialidade da saúde pública.

Observando que tais exigências tornam a situação das carnes “muito preocupante” e que as exigências chinesas se aplicam a todos os países exportadores do produto, os argentinos pedem a seu Ministro da Agricultura que a questão seja levada à consideração do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

O objetivo, ressaltam, é obter uma visão compartilhada que crie um canal regional de diálogo com o governo chinês e eliminem as atuais exigências. Terminam com um alerta: “não agir rapidamente pode gerar um efeito contagiante em outros compradores”.

Integrado pelos Ministros da Agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, o CAS é o foro ministerial de consulta e coordenação de ações regionais e – como afirma o site da entidade – “tem por objetivo fundamental definir as prioridades da agenda agropecuária e posicionar-se sobre temas de interesse regional com a finalidade de articular o desenvolvimento das ações mutuamente acordadas”.
 

Fonte: AviSite

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