2020 deve ser um dos melhores anos para a suinocultura, aponta Itaú BBA

Publicado em 04/08/2020 14:14
Exportações devem seguir fortes, e demanda interna do Brasil deve ganhar um pouco mais de impulso com o retorno gradativo do funcionamento das redes de foodservice

De acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (4) pelo Itaú BBA, o ano de 2020 deve se consolidar como um dos melhores da história para a área da suinocultura. Isso porque a China, apesar de estar em franco trabalho de recomposição dos plantéis de suínos, tem sido atrapalhada pela crise da Covid-19 e recentes enchentes no país, o que mantém os resultados dos países exportadores, como Brasil, México, Estados Unidos e nações europeias.

Para o banco, o ano terá saldo positivo tanto em produção como consumo externo, além de melhora nas margens, ainda que os custos de produção estejam altos, puxados pelos principais insumos utilizados na alimentação dos animais: milho e farelo de soja. 

Há a perspectiva de aumento na produção para atender à demanda externa, entretanto, a dependência da China como principal importador da proteína suína brasileira deve exigir da cadeia produtiva um aumento no controle de gestão dos processos para evitar possíveis embargos. Atualmente, duas plantas processadoras de carne suína no Brasil estão com as exportações para o gigante asiático suspensas devido a casos de contaminação por coronavírus entre funcionários.

"Quando um único cliente explica a maior parte da dinâmica, é fundamental um relacionamento bastante cuidadoso para que o negócio prospere", explicam os analistas do banco no relatório.

A demanda doméstica por carne suína deve começar a apresentar melhoras em agosto, com a retomada gradativa da cadeia de foodservice, a flexibilização do isolamento em algumas regiões e o auxílio emergencial cedido pelo Governo Federal, que gerou, segundo o Itaú BBA, efeitos positivos no consumo de alimentos básicos. 

"Além disso, a oferta apertada da pecuária de corte, com demanda firme e prováveis preços elevados favorece o cenário do suíno", informou o documento.

Entretanto, a disputa pelos volumes do milho safrinha entrando em comercialização e o ritmo aquecido da produção de preoteína animal deve limitar o alívio no preço do insumo. Além disso, há a estreita disponibilidade de soja para os próximo meses no mercado interno

 

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas + Itaú/BBA

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