Embarques de carne suína até a 2ª semana do mês dão sinais de otimismo, diz analista

Publicado em 17/02/2021 17:00 e atualizado em 18/02/2021 18:08
Os resultados, conforme especialista, estão dentro do esperado, mas atingiram bons níveis e estão alterando positivamente os preços da carne no Brasil

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Camex) do Governo Federal, divulgadas nesta quarta-feira (17), as exportações de carne suína fresca, congelada ou resfriada até a segunda semana de fevereiro ultrapassou em mais de 56% tanto em receita quanto em volume o desempenho atingido em fevereiro do ano passado.

A receita obtida com as exportações de carne suína nos dez dias úteis de fevereiro, US$ 80.316,578, representa 56% do montante obtido em todo o mês de fevereiro de 2020, que foi de US$ 143.279,025. No caso do volume embarcado, as 33.994,739 toneladas são 58,5% do total exportado em fevereiro do ano passado, um total de 58.121,971.

Conforme explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, é uma sinalização otimista que, inclusive, tem puxado para cima os preços da carne suína no mercado interno. 

"A variação semanal é normal, já que desde o último dia 10 a China está mais ausente das negociações por causa do feriadão do Ano Novo Lunar. Isso já era esperado, e a expectativa é de que este mês se encerre com resultados semelhantes aos obtidos em fevereiro de 2020", disse.

O faturamento por média diária nos primeiros dez dias úteis de fevereiro foi de US$ 8.031,657, quantia 0,90% maior do que fevereiro de 2020. No comparativo com a semana anterior, houve queda de 15%.

No caso das toneladas por média diária, foram 3.399,473, avanço de 5,28% no comparativo com o mesmo mês de 2020. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se retração de 13%.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2362,617 nos dez dias úteis do mês, é 4,16% inferior ao praticado em fevereiro passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa baixa de 2,6%.

 

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Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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