Após orientação do MAPA sobre declaração de emergência zoossanitária para gripe aviária, sete Estados adotam medida

Publicado em 25/07/2023 11:12 e atualizado em 26/07/2023 10:08
Santa Catarina, Bahia, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Paraná e Sergipe seguiram o Ministério, com medida válida por 180 dias

Após reunião realizada entre o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com governadores e representantes dos estados e Distrito Federal orientando para que os governos declarem o estado de emergência zoossanitária e reforcem as ações de contenção e impeçam o avanço da influenza aviária, sete Estados adotaram a medida. Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Bahia,Tocantins, Paraná e Sergipe seguiram a orientação.

O estado de emergência zoossanitária já havia sido declarado pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, ainda no dia 22 de maio, após o início das detecções de casos da doença em aves silvestres no país. Santa Catarina já havia adotado estado de emergência logo após a declaração do MAPA. Até a tarde desta terça-feira (25), o país conta com 67 ocorrências da doença, sendo 65 em aves silvestres e duas em aves de fundo de quintal, em Santa Catarina e no Espírito Santo.

Na última quinta-feira (20), em reunião com as lideranças, Fávaro orientou que os Estados adotassem a medida. “O estado de emergência já declarado pelo Mapa possibilita a mobilização de verbas da União e a articulação com outros ministérios, organizações governamentais - nas três instâncias: federal, estadual e municipal - e não governamentais. Contudo, os estados e municípios precisam adotar medidas semelhantes para acessar e disponibilizar os recursos a serem aplicados nas ações necessárias, tais como assegurar a força de trabalho, logística, recursos materiais e tecnológicos para a contenção da gripe aviária”, informou o Ministério.

Após a reunião com o Ministério, o Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, anunciou em suas redes sociais a adoção da medida, com duração de 180 dias. Vale lembrar que o Estado foi o primeiro a registrar um caso da doença em ave silvestre, confirmado em meados de maio. 

No sábado (22), o governo da Bahia baixou decreto de emergência zoossanitária. Em nota, o governador Jerônimo Rodrigues explicou que “essa ação articulada entre os Estados e o Governo Federal é um jeito de mostrar nossa responsabilidade com a produção de aves e respeito aos grandes produtores. Mas, também, à produção em pequena escala, que vai desde o produtor de quintal a uma granja de menor porte. Ou seja, ao sistema da produção de alimentos e à economia nacional”.

Sem registro de casos da doença, o Mato Grosso do Sul também publicou a adoção à medida no Diário Oficial do Estado ainda na sexta-feira (21), apesar de já ter decretado estado de alerta para a influenza aviária em junho, quando houve confirmação de casos nos países vizinhos. 

“É importante destacar que nós estamos desde fevereiro com barreira sanitária em Corumbá. Inclusive, junto com a Avimasul (Associação de Avicultores), botamos o arco sanitário para desinfecção de caminhões. Agora estamos com barreiras na fronteira com o Paraguai. Portanto, aqui no Estado já estamos estabelecendo medidas sanitárias desde fevereiro”, pontuou secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, em nota.

De forma semelhante, sem nenhum caso de influenza aviária, o Tocantins também publicou em seu Diário Oficial na sexta-feira (21) a medida orientada pelo MAPA. 

“A medida assegura mais agilidade e atenção a uma doença que pode causar grandes prejuízos econômicos caso afete aves comerciais. O governador Wanderlei Barbosa determina mais essa medida preventiva que prioriza a saúde animal e humana colaborando com a não propagação da doença”, disse o presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), Paulo Lima, em comunicado oficial.  

Na tarde desta terça-feira (25), a Secretaria de Agricultura do Paraná publicou comunicado, dando conta de que o Estado que é o principal produtor e exportador de carne de frango do país, aderiu à medida zoossanitária. A medida teve aprovação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa).

“É importante deixar claro que essa é uma medida protetiva. Com esse decreto podemos agir de maneira muito mais rápida, livrando-nos de algumas barreiras burocráticas caso se detecte a gripe aviária”, salientou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que também preside o Conesa. “A medida possibilita ainda acesso mais imediato a recursos que nos ajudem a manter o controle já estabelecido no Estado”.

Também nesta terça-feira (25), o Governo do Sergipe publicou em Diário Oficial o decreto de emergência zoossanitária. O documento prevê cooperação entre Estado, municípios, setor privado e outros órgãos estaduais ou federais para a eliminação dos possíveis focos da doença, uma vez que o Sergipe não possui ocorrências da influenza aviária.

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Avicultura mantém equilíbrio em 2025, mas já enfrenta novos desafios em 2026
Suinocultura da Ucrânia enfrenta custo bilionário para atender normas da União Europeia
Aumento de ovos com poeira acende alerta na avicultura do Reino Unido
Comercialização de carne suína dos EUA com estabilidade, segundo Rabobank
Influenza Aviária avança em Indiana e amplia perdas na avicultura dos EUA
Réplicas virtuais permitem simular decisões e reduzir riscos na produção de frangos de corte