Gripe aviária no Brasil chega a 115 casos, com ocorrência em mamífero aquático no RS

Publicado em 04/10/2023 13:08 e atualizado em 04/10/2023 15:24
Doença em leão-marinho-da-patagônia não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul, informou o Governo do Estado

De acordo com informações atualizadas pela plataforma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dedicada a informar os casos de gripe aviária no país, a ocorrência mais recente foi em u8ma espécie de mamífero aquático, o leão-marinho-da-patagônia. Esta nova detecção foi em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Com isso, o Brasil chega agora a 115 casos de influenza aviária altamente patogênica, sendo três deles em aves de subsistência. 

TOTAL DE CASOS DE GRIPE AVIÁRIA NO BRASIL

Espírito Santo: 30 (sendo 29 em aves silvestres e 01 em ave de subsistência)

Rio de Janeiro: 19 (aves silvestres)

Rio Grande do Sul: 02 (ave silvestre e animal marinho)

São Paulo: 34 (aves silvestres) 

Bahia: 04 (aves silvestres)

Paraná: 12 (aves silvestres)

Santa Catarina: 13 (12 em ave silvestre e 01 em ave de subsistência)

Mato Grosso do Sul: 01 em ave de subsistência

Confira a nota oficial do Governo do Rio Grande do Sul:

"A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), confirmou, na quarta-feira (3/10), a detecção de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em mamíferos aquáticos na praia do Cassino, em Rio Grande, no litoral sul. O vírus foi identificado em leões-marinhos.

A notificação foi feita pelo Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) de Rio Grande e atendida pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) em 30 de setembro. As amostras foram colhidas e enviadas para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), unidade referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA).

Trata-se do segundo foco no Rio Grande do Sul. Porém, mesmo com a nova notificação, a condição sanitária do Estado e do país não se altera e não há risco para consumo de alimentos. O primeiro foco havia sido registrado em maio, na Reserva do Taim, em aves silvestres (cisne-de-pescoço-preto), e já foi encerrado após evidências epidemiológicas e coletas negativas. No Estado não há registro da doença na avicultura comercial.

De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), Rosane Collares, as equipes estão atuando desde o momento que os animais foram avistados. "Há uma grande onda de influenza sendo registrada no Uruguai e Argentina, e o Rio Grande do Sul, por estar na divisa, está sentindo os reflexos. Seguiremos os protocolos exigidos para evitar a disseminação do vírus, em parceria com os municípios, e vamos atuar na vigilância ativa na região costeira e em atividades de educação sanitária", afirma Rosane.

Até o momento foram recolhidos dez animais, sendo oito leões-marinhos e dois lobos-marinhos. Evidências indicam que o consumo de material infectante, como aves contaminadas por influenza aviária, é a principal via de infecção em mamíferos aquáticos e semiaquáticos. Também não se descarta a hipótese de que a transmissão esteja acontecendo entre animais.

O SVO do Rio Grande do Sul também alerta sobre medidas de segurança para a população. É fundamental que as pessoas não mexam e nem se aproximem de animais mortos ou moribundos. Todas as suspeitas – que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita – devem ser notificadas imediatamente à Seapi por meio da Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo Whatsapp (51) 98445-2033.

"Estamos monitorando a situação, ao lado de órgãos da saúde e do meio ambiente e da Patrulha Ambiental, mas a colaboração de todos é importante", destaca Rosane."

Por: Letícia Guimarães
Fonte: Notícias Agrícolas

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