Apinco: Produção de pintos de cortes atingiu novo recorde em 2024

Publicado em 27/01/2025 12:01

A produção de pintos de corte atingiu um marco significativo no ano passado, totalizando novo recorde de 7,153 bilhões de unidades, representando aumento de 3,8% em relação ao produzido no ano anterior, 2023. No entanto, apesar do crescimento, a produção conseguiu atender apenas parcialmente à demanda existente.

Esta limitação na capacidade de atendimento à demanda, por sua vez, propiciou boas condições de comercialização ao longo de toda a cadeia produtiva. Todos os elos da cadeia, desde os produtores até os distribuidores, puderam se beneficiar de um mercado mais equilibrado e de preços mais favoráveis.

Quando se analisa o crescimento da produção de pintos de corte nos últimos dez anos, observase um incremento médio de 1,4% ao ano. Este crescimento sustentável ao longo da última década reflete uma tendência positiva e consistente no setor.

Considerando a produção do ano passado, um dos desafios enfrentados para alcançar a plena capacidade produtiva foi a nova queda nos índices de eclosão. De acordo com levantamento realizado pela APINCO, o índice de eclosão atingiu apenas 75,7%, o menor dos últimos quatro anos. Aliás, esse fator crítico tem impactado diretamente a quantidade de pintos disponíveis para comercialização nos últimos anos, considerando que os índices de eclosão anteriores se situavam acima dos 80%.

Para 2025, as perspectivas são de novo aumento na produção, sugerindo um movimento de continuidade no crescimento e melhor adequação à demanda. A expectativa é que as melhorias nas técnicas de incubação e nos índices de eclosão possam contribuir para um desempenho ainda mais robusto no decorrer deste ano.

Mesmo que, aparentemente, o cenário se mostre favorável, o Presidente da APINCO, Roberto Kaefer sinaliza que o ano exige atenção: “embora as condições de comercialização interna e externa se mostrem favoráveis, tanto no quesito pintos de corte quanto em carne de frango, será preciso um esforço contínuo para garantir que a produção esteja alinhada perfeitamente à demanda do mercado. Somente assim, mantendo o equilibrio nos alojamentos, as empresas se manterão saudáveis podendo continuar reinvestindo na melhoria dos processos.”

Fonte: Apinco

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