Mercado dos suínos inicia junho com preços firmes, enquanto segue atento ao consumo e aos custos de produção

Publicado em 03/06/2025 16:33
A tendência é que as cotações fiquem estáveis no curto prazo

Nesta terça-feira (03), as referências para os preços dos suínos estão trabalhando com preços firmes e acompanhando como será o desempenho do consumo neste início do mês.

Segundo as informações da Scot Consultoria, o mercado está bastante especulado diante dos desdobramentos do caso de gripe aviária. O ponto positivo é o frio, que normalmente aumenta as vendas da proteína. Para o curto prazo, o mercado deve manter os preços estáveis, porém firmes, aguardando o recebimento do salário da população entrar em circulação para avaliar como serão as vendas.

De acordo com o levantamento realizado pela Scot Consultoria,  a cotação da carcaça suína especial teve alta de 0,83% e está cotado em R$ 12,20/kg. O preço médio da arroba do suíno CIF está estável e está sendo negociado em R$ 154,00/@.

Na última segunda-feira (02), o Cepea divulgou seu levantamento de preços em que registrou movimentações mistas nas praças acompanhadas. O Indicador do Suíno Vivo em Minas Gerais registrou uma leve alta de 0,12% e precificado em R$ 8,12/kg.

No Paraná, o preço do animal teve queda de 0,13% e está precificado em R$ 7,90/kg. Já na região do Rio Grande do Sul, o animal registrou queda de 0,50%l e está precificado em R$ 7,94/kg.

Em São Paulo, o valor ficou próximo de R$ 8,29/kg e com uma queda de 1,31%. Em Santa Catarina, o valor do suíno permaneceu estável e está cotado em R$ 7,69/kg.

Com relação aos custos de produção, a consultoria Itaú BBA destacou que a queda do milho – principal componente da ração – trouxe alívio ao suinocultor, a estimativa para o mês de maio apontou queda de 3% no custo, ao passo que o animal subiu 2% na média ponderada pelos abates, da Região Sul e MG. Com isso, o spread da atividade aponta melhora de 4 p.p. em relação a abril, na casa de 24%, o que equivale a aproximadamente R$ 250/cabeça terminada.

Por: Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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