África do Sul entra em período crítico enquanto Nigéria concentra novos surtos de Influenza aviária no continente

Publicado em 01/04/2026 10:53
Explore como a África do Sul enfrenta o risco da Influenza aviária enquanto a Nigéria registra novos surtos no continente.

A África do Sul deve enfrentar nos próximos meses o período de maior risco para a Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP), em função de sua localização no Hemisfério Sul. Apesar de a doença estar atualmente sob controle, o país ainda não atingiu o status sanitário necessário para retomar as exportações de carne de frango.

Vacinação avança lentamente e setor enfrenta entraves

De acordo com a Associação Avícola Sul-Africana, a IAAP segue como um dos principais desafios sanitários da avicultura local. Entre os entraves estão a ausência de indenizações para produtores afetados e a lenta implementação da vacinação.

Até o momento, apenas uma empresa iniciou a imunização em escala limitada. A expansão do programa esbarra em custos elevados e na complexidade dos protocolos exigidos pelas autoridades sanitárias.

A entidade defende a vacinação como ferramenta complementar às medidas de biosseguridade, especialmente diante do aumento do risco sazonal de surtos.

Histórico recente reforça atenção sanitária

Dados reportados à Organização Mundial de Saúde Animal indicam que, entre 2023 e 2025, foram registrados 145 focos de IAAP em criações comerciais sul-africanas. Embora o sorotipo H5N1 tenha sido identificado, a variante H7N6 foi responsável pela maioria dos casos, com 116 ocorrências.

Nigéria concentra novos casos em 2026

A Nigéria é, até o momento, o único país africano a reportar novos surtos de IAAP em 2026. Recentemente, seis focos associados ao vírus H5N1 foram confirmados em granjas comerciais.

As ocorrências se concentraram principalmente no estado de Plateau, na região de Jos Norte, além de um caso registrado em Bauchi. Os plantéis afetados variaram de 100 a 9 mil aves.

Desde o início da atual onda da doença, em 2020, o país já contabiliza 503 surtos, com mais de 2,54 milhões de aves impactadas por mortalidade ou abate sanitário.

FAO reforça ações de vigilância na África Subsaariana

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, esforços regionais têm sido intensificados para conter a disseminação do vírus. Países como Burkina Faso, Guiné, Libéria e Togo receberam apoio técnico, incluindo capacitação e fornecimento de equipamentos para vigilância epidemiológica.

Novas variantes ampliam alerta sanitário

Além da IAAP, a FAO destacou a recente identificação do vírus influenza A(H9N2) em Moçambique, após episódio de alta mortalidade em frangos de corte. O sequenciamento genético indica provável origem no Oriente Médio, reforçando a complexidade dos fluxos epidemiológicos globais.

Risco sanitário exige resposta coordenada

O cenário atual evidencia a necessidade de fortalecimento das estratégias de biosseguridade, ampliação da vacinação e integração entre países para monitoramento e resposta rápida. A persistência da influenza aviária no continente africano mantém o alerta elevado para impactos na produção, no comércio internacional e na segurança sanitária da avicultura.

Por: WATTAgnet
Fonte: WATTAgnet

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