Grande Oeste de SC concentra 70% do abate de suínos e lidera produção estadual

Publicado em 13/04/2026 10:09
Região reúne maior volume de processamento em 2025, impulsionada por tecnificação e padrão sanitário elevado.

O Grande Oeste de Santa Catarina concentrou quase 70% do abate de suínos do estado em 2025, consolidando a região como o principal polo da suinocultura catarinense. Ao todo, três regiões Meio-Oeste, Extremo-Oeste e Oeste responderam pelo processamento de 12,9 milhões de animais, dentro de um total estadual de 18,4 milhões de suínos abatidos no período.

O desempenho representa crescimento de 2,7% na produção em relação ao ano anterior e reforça o papel estratégico da cadeia produtiva na economia regional, com impacto bilionário no setor agroindustrial.

Distribuição regional do abate

Entre as regiões com maior volume de abates, o Meio-Oeste lidera com 5,88 milhões de animais processados, seguido pelo Extremo-Oeste, com 4,31 milhões, e pelo Oeste, com 2,79 milhões.

No recorte por microrregiões, Concórdia aparece como principal destaque, com 4,1 milhões de suínos abatidos, seguida por Joaçaba (3,9 milhões), Chapecó (3,5 milhões), São Miguel do Oeste (2,2 milhões) e Rio do Sul (1,1 milhão).

Tecnificação reduz número de produtores

Mesmo com o aumento no volume de produção, o número de suinocultores ativos no estado apresentou queda significativa. O total passou de 6.666 produtores para 3.653 em levantamento recente, refletindo um processo de concentração e profissionalização da atividade.

A redução acompanha a intensificação do uso de tecnologia nas granjas, com investimentos em genética e manejo. Esse avanço elevou a produtividade das matrizes, superando padrões históricos do setor, com maior número de leitões por parto e eficiência na fase de desmame.

Sanidade impulsiona acesso ao mercado externo

O desempenho da suinocultura catarinense também está diretamente ligado ao rigor sanitário. Em 2025, 89,5% dos animais abatidos passaram por inspeção oficial, garantindo padrões de qualidade e segurança alimentar.

Outro diferencial é o status sanitário do estado, livre de febre aftosa sem vacinação desde 2007. A ausência da doença, somada ao controle rigoroso nas fronteiras, permite que Santa Catarina atenda às exigências de mercados internacionais mais restritivos.

Países como Japão e Coreia do Sul, que possuem critérios rigorosos para importação de proteína animal, figuram entre os destinos viáveis para a carne suína catarinense, sustentando a competitividade do estado no cenário global.

Por: Observatório Agro Catarinense e Epagri, adaptado pela equipe Feed&Food
Fonte: Observatório Agro Catarinense e E

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