Diversidade da mão de obra fortalece a avicultura e a suinocultura capixaba

Publicado em 10/06/2026 12:42
Levantamento realizado pela AVES e ASES junto aos seus associados, mostra que a mão de obra empregada no setor é cada vez mais diversificada. De acordo com a pesquisa, aproximadamente 8% dos trabalhadores são provenientes de outros estados brasileiros.

A avicultura e a suinocultura do Espírito Santo têm passado por transformações importantes nos últimos anos, especialmente no que diz respeito à composição da força de trabalho. Diante dos desafios relacionados à escassez de mão de obra no campo, produtores e indústrias vêm encontrando alternativas para manter a atividade produtiva, entre elas a contratação de trabalhadores de outros estados brasileiros e de outros países.

Levantamento realizado pela AVES e ASES junto aos seus associados, mostra que a mão de obra empregada no setor é cada vez mais diversificada. De acordo com a pesquisa, aproximadamente 8% dos trabalhadores são provenientes de outros estados brasileiros.

A Bahia lidera o número de colaboradores que migraram para atuar na avicultura e suinocultura capixaba, representando 26% desse grupo. Em seguida aparecem Minas Gerais (7%), Rio de Janeiro (4%), São Paulo (2,5%) e Pará (2,5%). Ao todo, profissionais oriundos de 18 estados brasileiros atuam atualmente nas cadeias produtivas de aves e suínos do Espírito Santo.

Além da mobilidade interna, a pesquisa também identificou o crescimento da participação de trabalhadores estrangeiros no setor. Embora até pouco tempo essa realidade fosse pouco presente nas atividades produtivas locais, atualmente a mão de obra internacional já representa quase 2% dos postos de trabalho ocupados na avicultura e suinocultura capixaba.

Entre os profissionais estrangeiros contratados, a maior parte é formada por venezuelanos, que correspondem a 82% desse grupo. Também atuam no setor trabalhadores cubanos (13%), bolivianos (2%) e tunisianos (1%). Em algumas granjas e indústrias, a participação de profissionais vindos de outros países pode representar até 20% da mão de obra contratada.

A dificuldade de reposição de mão de obra em áreas rurais é uma realidade observada em diversas regiões do país e está relacionada a fatores como mudanças no perfil da força de trabalho, a  migração para centros urbanos, além de aspectos de cunho social, segundo se constata. 

Nesse contexto, a contratação de profissionais de diferentes origens tem contribuído para garantir a continuidade das atividades produtivas e o funcionamento das propriedades rurais e agroindústrias.

De acordo com a AVES e ASES, esse processo ocorre de forma regular e em conformidade com a legislação trabalhista brasileira, assegurando direitos, condições adequadas de trabalho e respeito aos profissionais contratados. As entidades destacam ainda a importância da integração desses trabalhadores a um ambiente de trabalho colaborativo e socialmente responsável e reforçam a importância de políticas públicas  para o convívio junto às comunidades locais

Além de suprir uma demanda importante dos setores, muitos desses profissionais chegam ao Espírito Santo em busca de oportunidades de emprego e desenvolvimento pessoal.

Por: AVES e ASES
Fonte: AVES e ASES

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Excesso de oferta derruba preços do frango e leva governo da Indonésia a intervir no mercado
Paraná é o 3º maior exportador de peru do Brasil; safra de amendoim deve ter recorde
Brasil consolida posição como terceiro maior exportador mundial de carne suína
Diversidade da mão de obra fortalece a avicultura e a suinocultura capixaba
Brasil amplia mercados e impulsiona exportação de ovos férteis para a Nigéria
Projeto amplia uso de créditos de ICMS e incentiva investimentos na avicultura e suinocultura do ES