Minas Gerais lidera preços do suíno vivo em junho; Paraná registra menor cotação entre os estados monitorados

Publicado em 25/06/2026 09:25
Indicadores do Cepea mostram valorização mensal em MG e SC, enquanto PR, RS e SP apresentam desempenho mais fraco no período.

O mercado brasileiro de suínos apresentou resultados distintos entre os principais estados produtores acompanhados pelo Cepea/Esalq em 24 de junho. Minas Gerais registrou a maior cotação do suíno vivo entre as praças monitoradas, com R$ 5,92 por quilo, além de acumular valorização de 5,34% no mês.

Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 5,29 por quilo, Rio Grande do Sul, com R$ 5,02 por quilo, e Santa Catarina, com R$ 4,99 por quilo. O Paraná registrou o menor valor do levantamento, com R$ 4,65 por quilo.

Entre as variações diárias, o maior recuo foi observado no Paraná, que apresentou queda de 1,48% frente ao dia anterior. Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram retração de 0,20%, enquanto Minas Gerais recuou 0,34%. Em São Paulo, a cotação permaneceu estável.

Diferença entre maior e menor preço chega a R$ 1,27 por quilo

Os dados do Cepea mostram uma diferença de R$ 1,27 por quilo entre Minas Gerais, estado com a maior cotação do dia, e o Paraná, que registrou o menor valor entre as regiões pesquisadas.

No acumulado de junho, Minas Gerais apresentou o melhor desempenho entre as praças monitoradas, com avanço de 5,34%. Santa Catarina também registrou resultado positivo no período, com valorização de 2,04%.

Já os demais estados apresentaram variações negativas no mês. O Rio Grande do Sul acumulou queda de 1,95%, o Paraná recuou 1,48% e São Paulo registrou leve baixa de 0,19%.

Carcaça especial permanece em R$ 8,60 por quilo

No mercado atacadista, a carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,60 por quilo em 24 de junho, repetindo o valor registrado no dia anterior. O indicador é calculado com base nas negociações realizadas no atacado da Grande São Paulo, com ICMS.

Na comparação mensal, a cotação acumula variação negativa de 0,35%. Entre os dias 18 e 24 de junho, os preços oscilaram entre R$ 8,54 e R$ 8,61 por quilo.

 

O maior valor do período foi registrado em 22 de junho, quando a carcaça especial atingiu R$ 8,61 por quilo. Já a menor cotação ocorreu em 18 de junho, com R$ 8,54 por quilo.

Preços seguem abaixo dos níveis observados no início de 2026

A comparação dos indicadores mensais do Cepea mostra que os valores atuais permanecem abaixo das médias registradas no início do ano em todas as regiões acompanhadas.

Em Minas Gerais, a média mensal passou de R$ 7,94 por quilo em janeiro para R$ 5,70 em maio. Em São Paulo, o indicador recuou de R$ 8,25 para R$ 5,41 por quilo no mesmo intervalo.

No Paraná, a média caiu de R$ 7,78 para R$ 4,83 por quilo. Em Santa Catarina, o indicador passou de R$ 7,76 para R$ 4,97 por quilo. Já no Rio Grande do Sul, a cotação média recuou de R$ 7,83 para R$ 5,16 por quilo entre janeiro e maio.

Série mensal mostra trajetória de queda ao longo do primeiro semestre

Os dados mensais apontam que as maiores médias do ano foram registradas em janeiro em todos os estados monitorados pelo Cepea. A partir de fevereiro, as cotações passaram a apresentar reduções sucessivas nas principais regiões produtoras.

Em março, os preços permaneceram acima de R$ 6,50 por quilo na maior parte das praças acompanhadas. Já em abril, os indicadores passaram a operar abaixo de R$ 6,00 por quilo em todos os estados pesquisados.

Em maio, as médias ficaram entre R$ 4,83 e R$ 5,70 por quilo. Os números mais recentes de junho mostram Minas Gerais acima da média registrada no mês anterior, enquanto as demais praças seguem próximas dos patamares observados em maio.

 

 

Por: Michelle Jardim
Fonte: Notícias Agrícolas

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