Frio excessivo tira o sono de avicultores norte-americanos

Publicado em 13/01/2010 12:59 625 exibições
Em tempos de aquecimento global, o inverno rigoroso do Hemisfério Norte está pegando muita gente “de calças curtas” (o que, convenhamos não é nada bom com o frio excessivo).
Segundo o site da Divisão de Agricultura da Universidade de Arkansas, nos EUA, são os avicultores que vêm enfrentando os maiores desafios, pois os sistemas convencionais de controle ambiental dos aviários não estão conseguindo manter a temperatura dentro dos padrões ideais. Isso está obrigando os produtores a instalarem aquecedores e ventiladores extras nos galpões – o que, sem controle automático, força muitos a passarem a noite acordados.
Quem faz referências a respeito é Dustan Clark, veterinário extensionista da Universidade de Arkansas: “Conversei hoje com um avicultor que não dormia há 48 horas. E isso deve estar se repetindo em todo o estado”, afirmou, acrescentando que o momento vem sendo particularmente difícil para o setor.
Naturalmente, os efeitos das baixas temperaturas variam conforme a idade das aves. Pintos de um dia, por exemplo – cita Clark – precisam ser mantidos entre 32º-35ºC. “Mas com as temperaturas externas abaixo de um dígito (NR: isto, em graus Farenheit, o que, em Celsius, significa 12º ou mais graus abaixo de zero) tornou-se difícil manter essa zona de conforto. A solução tem sido buscar equipamento extra”.
Mas... e porquê os ventiladores? Clark explica que aves mais velhas geram cerca de 10 Btu por quilo de peso vivo e, dessa forma, uma ave com aproximadamente três quilos produz 30 Btu de calor. Só que o calor vem acompanhado de um aumento da umidade na respiração e nos excrementos. Vem daí a necessidade acima do normal de ventilar os galpões – reduzir a umidade e manter as aves dentro de temperaturas mais convenientes, o que, em se tratando de aves mais pesadas, corresponde a 15ºC.
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Avisite

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