Relatório critica métodos de produção de suínos da União Européia

Publicado em 25/01/2010 07:02 748 exibições
A invstigação trata da legislação de proteção dos animais a partir de 2003, que tratava do melhoramento das instalações fornecidas para suínos e que o corte do rabo estava proibido. As conclusões do inquérito, incluindo um filme, foram lançados neste fim de semana, em Bruxelas, na Bélgica

Um relatório de organizações de bem-estar animal criticou a produção de suínos em vários países europeus, alegando que a grande maioria das propriedades não cumpre a legislação da UE em matéria de fornecimento de materiais enriquecidos e corte do rabo. A pesquisa das organizações “Compaixão nas Fazendas do Mundo” e “Coligação Europeia para Propriedades Animais” é resultado de um trabalho sigiloso e de um relatório de 2007 da Autoridade Europeia para Segurança Alimentar (EFSA).

O relatório trata da legislação de proteção dos animais a partir de 2003, na qual se afirmava que deveria haver o melhoramento das instalações fornecidas para suínos e que o corte do rabo estava proibido como prática de rotina. As conclusões do inquérito, incluindo um filme, foram lançados neste fim de semana, em Bruxelas, na Bélgica.

Em seu comunicado à imprensa, as organizações escreveram que em dezembro de 2007, o EFSA publicou um relatório mostrando que, apesar da proibição do corte do rabo como rotina produtiva, mais de 90% dos suinocultores europeus ainda adotavam a prática. Além disso, as organizações lembraram que o relatório da EFSA concluiu que 67% dos animais estavam alojados em sistemas totalmente inadequados, onde é quase impossível fornecer bem estar de forma eficaz.

Ambas as organizações de bem-estar animal trabalharam secretamente para descobrir se as novas regras estavam sendo obedecidas. Durante 18 meses, desde 2008, visitaram 74 explorações suinícolas em seis Estados-Membros da UE: Dinamarca, Hungria, Alemanha, Espanha, Holanda e Reino Unido. Em seu comunicado à imprensa, as organizações dizem que as leis da UE estavam sendo "desprezadas na grande maioria das fazendas que visitamos.

A Espanha foi o pior e a Holanda ficou em segundo lugar. Apesar das novas leis, a maioria dos suínos na Europa ainda são cultivados industrialmente em condições de privação total. Eles são acondicionados em baias superlotadas, canaletas estéreis, sem palha ou quaisquer outros materiais de enriquecimento. E quase todos têm o rabo amputado." Com base na pesquisa e no relatório da AESA, as organizações têm feito reclamações formais para a aplicação da lei contra Bélgica, Irlanda, Espanha, Alemanha, Hungria e Dinamarca.

A indústria holandesa de suínos ficou contrariada com o relatório da organização. "Parece que sugerem que estamos escondendo alguma coisa", respondeu Have Annechien, presidente da Organização Agropecuária do país. No total, nove granjas foram visitadas na Holanda. De acordo com Have, a indústria de suínos do país nunca escondeu que os suinocultores cortam o rabo dos animais.

"Se eles não fazem isso, o prejuízo será maior. Estamos trabalhando em uma solução, mas ela ainda não está disponível atualmente", defendeu-se. O presidente Wyno Zwanenburg, do sindicato holandês de produtores de suínos (NVV), disse que o relatório é parcial. "Nós também verificamos se existe uma cama de palha no chão já que o chão ou uma acomodação improvisada simplesmente não são suficientes. E há controle sobre a questão do corte do rabo", afirmou. As granjas belgas não foram incluídas nesta pesquisa, mas o bem-estar animal do país alega que a situação poderia ser semelhante. Por isto, o país foi incluído na denúncia formalizada.

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PigProgress

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